domingo, 4 de setembro de 2011

TRANSPORTE COLETIVO: Créditos do cartão integração valem até 10 de outubro

Notícia publicada na edição de 04/09/2011 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 007 do caderno A
Júlio Carvalho

 Por: EMÍDIO MARQUES


Os usuários do transporte urbano de Votorantim que colocaram créditos no cartão integração, antes do dia 1º de setembro, quando passou a valer o novo valor da tarifa, terão até 10 de outubro para utilizá-los. A partir do dia 11 de outubro, passará a valer o preço atualizado. O cartão integração permite a pessoa usar mais de uma linha de ônibus com até 70 minutos de espera entre os veículos. O crédito para o cartão passou de R$ 2,10 para R$ 2,30. Quem comprou o bilhete unitário antes do começo deste mês, pode continuar a usá-lo normalmente. O preço do bilhete subiu de R$ 2,50 para R$ 2,70. O ajuste foi feito devido à correção inflacionária, segundo a concessionária do serviço, a Auto Ônibus São João, e necessário para que a empresa possa se ajustar aos novos preços do combustível e fazer a reposição de pneus, entre outros itens de manutenção da frota, composta por 35 veículos para atender 19 linhas.


Prós e contras


Para o armador de ferragem José Antônio Caetano, 40 anos, todo aumento é ruim, mas por usar o cartão, não se sente tão incomodado apesar da elevação dos preços. Ele usa somente as linhas da Vila Nova para o centro e o grande incômodo para trafegar com o transporte público é o excesso de gente nos horários de pico. Liliane Codói Camargo, 25 anos, fala que o problema é o cumprimento dos horários dos veículos. De acordo com ela ocorre com frequência de os motoristas sairem adiantados do terminal ou atrasarem a chegada.

A professora Carine Cardoso de Almeida, 24 anos, concorda com Liliane e diz que, a partir do aumento, compensará mais pegar táxi do que usar o ônibus, pois segundo ela a diferença paga compensa pelo conforto e a rapidez do veículo em comparação ao do transporte público.

O morador da Vila Galli, Sidinei Costa, diz não entender o motivo do aumento da tarifa, pois a cidade é relativamente pequena. Ele não costuma usar o transporte coletivo, porém quando usou teve que desembolsar R$ 10, por quatro viagens, além de levar uma hora do bairro onde mora até a Vila Garcia. Ele também não entende o motivo pelo qual a mesma empresa de transportes cobra mais no transporte local do que entre os municípios de Sorocaba e Votorantim.


Justificativa


Segundo o gerente administrativo da Auto Ônibus São João, Reinaldo Manuel da Silva, a diferença das tarifas acontece porque ainda não houve a correção inflacionária dessas linhas, o que é feito pela Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), enquanto o ajuste de Votorantim é determinado pelo próprio município. A Artesp informou que a correção tarifária ainda não foi feita e não há previsão para acontecer.

Com relação aos itinerários Reinaldo adianta que a empresa estuda monitorar os horários através de GPS. No terminal será instalado monitores que mostrarão a localização dos ônibus para os usuários.

Te Vejo na TV" estreia Quiz com Daniel Verano X Armando Rizzo



Neste domingo começa a batalha escola contra escola no programa “Te Vejo na TV”. Um jogo de perguntas e respostas para ver qual escola sabe mais. A cada domingo duas escolas de Votorantim se enfrentarão, 3 alunos de cada escola irão representa-las em uma disputa de conhecimento. No final apenas uma escola sairá vitoriosa.
E as primeiras escolas a disputarem no quiz são a E.E. Profº Daniel Verano, do bairro Parque Bela Vista, e a E.E. Profº Armando Rizzo, do bairro Jardim Araújo.  O programa ainda traz um cenário novo e muita diversão. Tudo ao vivo direto dos estúdios da TV Votorantim.
Os espectadores podem participar pelo telefone 3247-1010 e acompanhar a estreia do quiz escola contra escola no programa “Te Vejo na TV” ao vivo domingo, dia 04 de setembro às 13:30 na TV Votorantim pelo Canal 10 da Super Mídia ou pelo site www.tvvotorantim.com.br.

Acidente envolvendo dois carros mata duas pessoas na SP-79

 Ana Gueiros / TV Tem

A ocorrência foi neste sábado (3) em Votorantim


Duas pessoas morreram no acesso ao km 103 da SP-79 na noite deste sábado (3). Um dos motoristas vinha da vicinal, saindo de um posto de combustíveis, quando houve a batida com outro carro na estrada principal. Os dois ocupantes de um dos veículos morreram no local. As duas outras vítimas que estavam no outro carro foram atendidas e levadas em estado grave para o Hospital Regional de Sorocaba.

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Morador descreve acidente na entrada do Itapeva

O gerente de açougue Vando Morais, morador do Jd São Lucas flagrou o acidente ocorrido por volta das 21 h na entrada do bairro Itapeva, próximo à Capela existente no local.
Segundo ele, os dois carros que se chocaram, um era modelo Gol e outro do modelo Fiesta, que capotou com o impacto.
O Corpo de Bombeiros socorreu as vítimas em estado grave. Duas pessoas morreram no local.



 Fotos: Vando Morais

ÁREA URBANA - Oficialmente, Sorocaba e outras 10 cidades da região não têm bairros

 Notícia publicada na edição de 04/09/2011 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 4 do caderno Caderno de Domingo 
 Daniela Jacinto



 Votorantim está entre as cidades que não possuem bairros oficializados


 Por: Erick Pinheiro



A informação do título pode soar estranha, parecer coisa de doido, porém, é a mais pura verdade. Sorocaba não tem bairros. Pelo menos não oficialmente. Não há aqui na cidade nenhuma lei de criação dos bairros, que foram formados conforme as pessoas iam se instalando nas mais variadas regiões. Mas não se assuste muito. Até mesmo São Paulo, a capital, não possui bairros, legalmente falando. Porém, isso não quer dizer que você deve ficar aliviado e achando que se é assim, então sem problemas. Afinal, tudo tem uma consequência. Se os municípios oficializassem a existência de seus bairros, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que é um órgão ligado ao Ministério de Planejamento, Orçamento e Gestão, poderia detalhar as informações obtidas em suas pesquisas e, com isso, o poder público municipal teria dados precisos sobre as carências específicas de cada local, fornecidos pelo IBGE. De posse desses documentos, seria possível planejar melhor os investimentos na cidade.

Bairro é a divisão da área urbana de um distrito e tem de ser criado por lei municipal. Pelo fato de não ter oficialmente bairros, o mapeamento de Sorocaba na Prefeitura é feito por loteamentos, que são áreas delimitadas. Por usos e costumes, muitos loteamentos ficaram conhecidos como bairros, porém, isso não é uma regra. Há algumas áreas da cidade que são tidas como bairros e não surgiram de loteamentos. Árvore Grande, Cerrado e Mangal, por exemplo, não possuem nenhum documento que registre a partir de que rua podem ser considerados os "bairros" e até onde eles se estendem. Em outras palavras, não se sabe exatamente onde ficam.

O engenheiro civil Luís Eduardo Furlani, chefe da Divisão de Geoprocessamento da Prefeitura, setor que trabalha com o mapeamento da cidade, explica que não existem plantas que delimitem os bairros, apenas os loteamentos é que possuem esse tipo de registro. "Tinha de ter um estudo bem pensado para definir com exatidão os bairros", afirmou. Ainda de acordo com Furlani, em Sorocaba não existe, por exemplo, um papel mostrando o que é a Vila Santana e quais são os contornos do que a população conhece por este bairro. Quando uma determinada região não surge de loteamento, fica complicado até mesmo para o setor de Geoprocessamento da Prefeitura identificar as áreas com exatidão. Nestes casos, por análise dos loteamentos, é possível chegar a um termo comum.

Sorocaba tem hoje 591 loteamentos, entre eles constam o Campolim, a Vila Hortênsia e a Santa Rosália. Somente o Mangal, conforme Luís Eduardo Furlani, é composto por diversos loteamentos. "Mas eu não sei e ninguém sabe o que é o Mangal, a sua extensão, porque isso foi definido por usos e costumes", esclarece. Em Sorocaba, existem leis que oficializam as denominações de bairros, mas não delimitam sua localização, são leis que para o setor de mapeamento não são válidas. O engenheiro do setor de Geoprocessamento da Prefeitura ainda explica que apesar da tentativa de alguns vereadores fazerem leis para denominar (somente dar nomes e não criar) bairros, não é possível ter um parâmetro, pois não se delimitam as áreas, observa.

Conforme ele, a criação de bairros, apesar de ser algo complicado, é importante pois além de definir com exatidão as áreas da cidade, é um dado oficial que acaba sendo usado pelos cartórios. "Antigamente, o cartório aceitava o que a pessoa que estava sentada na frente do cartorário dizia, hoje não é mais assim", salienta.

Em 2008, o IBGE enviou para a Prefeitura um ofício sugerindo a criação de uma lei dos bairros para que o censo que seria realizado em 2010 fosse mais detalhado. Mas, conforme José Carlos dos Santos Oliveira, supervisor de base territorial do IBGE de São Paulo, de todos os municípios do Estado, apenas Boituva providenciou a referida lei. "Essa delimitação dos bairros é importante para tornar os dados mais precisos. Com isso, é possível observar quais as áreas precisam de mais atenção na questão do saneamento básico e realizar uma melhor distribuição dos recursos. Além disso, não se corre o risco de criar uma creche em uma área de concentração de população idosa", enfatiza.

A Prefeitura foi questionada a respeito da solicitação do IBGE e, conforme a Secretaria de Negócios Jurídicos, foi aberto um processo administrativo para cuidar desse assunto na época. O secretário responsável pela pasta está fazendo uma busca para saber de que forma foi encaminhado e onde o assunto deve ter sido tratado na época.

Entenda melhor a questão
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é o principal provedor de dados e informações oficiais do país e atende às necessidades dos mais diversos segmentos da sociedade civil, bem como dos órgãos das esferas governamentais federal, estadual e municipal. O supervisor de base territorial do IBGE de São Paulo esclarece que no Estado são poucos os municípios que têm lei de bairros. "Por isso, há uns anos atrás fizemos uma espécie de roteiro para a criação da lei e oferecemos às prefeituras do Estado como forma de incentivar a criação dos bairros. Isso foi elaborado por nós e oferecido um modelo, onde consta como deve ser o texto da lei e, inclusive, que ela deve ser acompanhada de um mapa com a representação gráfica do local", explica.

Conforme ele, é muito difícil definir onde começa e onde termina um bairro. "Esse processo tem de ser discutido com a população, com a Sociedade Amigos de Bairro, então, a Prefeitura tem de estar disposta a abrir um processo de participação popular", diz. Marcilei Corrêa Ventris, chefe de agência do IBGE de Sorocaba afirma que nenhum dos 11 municípios da região que são atendidos em sua sede possui uma lei de bairros, como Votorantim, Araçoiaba, Salto de Pirapora, São Roque, Mairinque, Alumínio, etc. "Quando a Prefeitura for fazer a lei de bairros, tem de ver se ela se molda aos setores censitários. É uma discussão complexa e tem cidades que demoraram 12 anos discutindo o assunto até chegar num resultado final para a criação da lei", esclarece.


Distrito é onde se exerce uma autoridade administrativa

 

A divisão territorial se dá primeiramente em país, depois Estado, município, distrito, subdistrito e bairros. Distrito é a divisão territorial em que se exerce uma autoridade administrativa, judicial, fiscal, policial ou sanitária. Os distritos dispõem obrigatoriamente de cartórios de ofícios de registro civil e podem emancipar-se, tornando-se um município. É preciso esclarecer que todo município possui um distrito sede, isso porque para emancipar-se, ou seja, para tornar-se um município, é preciso que primeiro aquele território seja um distrito durante pelo menos dois anos.

Sorocaba é constituída por um único distrito, o Distrito 5, que é a sede do município. Na década de 60, a cidade tinha ainda outros quatro distritos: Votorantim, Éden, Cajuru e Brigadeiro Tobias, lembra o secretário de Governo e Relações Institucionais, Paulo Mendes. "Em 1963, com o desmembramento de Votorantim, que emancipou-se, ficamos com três distritos", afirma.

Na década de 80, os rumores de que o Éden queria a separação levaram o então prefeito Theodoro Mendes a mudar a sede da prefeitura do Centro para o Alto da Boa Vista, reduzindo a 3 km a distância do Éden ao centro administrativo e, assim, impossibilitando o desmembramento. "Esse foi o primeiro passo estratégico para impedir a emancipação do Éden", observa.

O receio de que de alguma forma Sorocaba ainda corresse o risco de perder a zona industrial motivou a lei de 5 de abril de 1990, que extinguiu os distritos. "Esse foi o grande passo, com o objetivo de impedir movimentos emancipacionistas", diz.

Conforme Paulo Mendes, a zona industrial é fonte de recursos para a cidade e a extinção dos distritos foi feita para preservar, para integrar cada vez mais os territórios municipais. Sobre a questão de Sorocaba não ter uma lei de criação dos bairros, para Paulo Mendes, se houvesse essa oficialização dos bairros, seria importante para o aprimoramento do cadastro municipal.

Só para se ter uma ideia, a cidade de São Paulo possui 96 distritos, nenhum subdistrito e nenhum bairro. Já o município do Rio de Janeiro possui um distrito, 33 subdistritos e 160 bairros.

RAPOSO TAVARES: Polícia Rodoviária quer rever limites de velocidade

Notícia publicada na edição de 04/09/2011 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 6 do caderno A
 André Moraes


Depois que as marginais foram instaladas, o tráfego de veículos nas vias expressas teve diminuição

Polícia Rodoviária avalia que novas marginais tendem a alterar comportamento do trânsito no trecho urbano da rodovia - Por: Emídio Marques
 

A Polícia Militar Rodoviária quer que seja reduzida a velocidade máxima na via expressa do trecho urbano da Rodovia Raposo Tavares (km 95 até o 105), em Sorocaba, enquando que para as marginas da estrada ela quer aumento do limite de velocidade. O pedido foi encaminhado à Viaoeste, concessionária responsável pela rodovia, que por sua vez enviou requisição de estudo ao Departamento de Estradas de Rodagem (DER). O Departamento, porém, alega não ter recebido nenhuma solicitação referente ao assunto.

A solicitação da Polícia Militar Rodoviária tem relação com o novo comportamento do trânsito de veículos a partir da construção das marginais da Raposo Tavares. A Polícia considera que depois que as marginais foram instaladas, o tráfego de veículos nas vias expressas teve uma diminuição. "Há tendência no aumento de velocidade dos veículos por a rodovia estar vazia", destaca o comandante da 1.ª Cia. do 5.º Batalhão de Polícia Militar Rodoviária, capitão Edson Ramos.

Com isso, ele avalia que seria preciso que a velocidade regulamentada para a via expressa passasse a ser de 100 quilômetros por hora (km/h) para veículos leves e de 80 km/h para veículos pesados. Além disso, Ramos afirma que outra requisição foi realizada, sobre a velocidade permitida nas marginais, que hoje é de 60 km/h. "Nós pedimos uma adequação para 70 km/h, mas parece que isso não dá para fazer, pois há muitas casas e comércios ao longo das marginais", ressalta. Atualmente, a velocidade máxima regulamentada na via expressa da Raposo Tavares é de 110 km/h para veículos leves e 90 km/h para veículos pesados

O pedido da Polícia Militar Rodoviária foi apresentado durante reunião operacional entre a Polícia e a Viaoeste, segundo o capitão Edson Ramos, por conta do acidente grave ocorrido no km 99 da Raposo Tavares, no qual três pessoas morreram em 27 de agosto. "Sempre que tem um acidente grave nós nos reunimos para ver o problema que possa ter causado", explica. No encontro, a Polícia também considerou que depois que as marginais foram instaladas, o tráfego de veículos nas vias expressas teve uma diminuição. "Há tendência no aumento de velocidade dos veículos por a rodovia estar vazia", destaca o capitão. Com isso, ele revela que seria preciso que a velocidade regulamentada passasse a ser de 100 km/h para veículos leves e de 80 km/h para veículos pesados. Além disso, Ramos afirma que outra requisição foi realizada, sobre a velocidade permitida nas marginais, que hoje é de 60 km/h. "Nós pedimos uma adequação para 70 km/h, mas parece que isso não dá para fazer, pois tem muitas casas e comércios ao longo das marginais", ressalta.

O tenente Helder André Bonás, que é comandante de Pelotão da Polícia Rodoviária, informa que a corporação terá autorização, em breve, para fazer autuações nas marginais da rodovia. "Com relação às marginas, foi nos passado que daqui há alguns dias o DER estará liberando o estudo técnico para que fiscalizemos a velocidade com nosso radar estático. Assim, em poucos dias a fiscalização com esse tipo de dispositivo entrará em operação nas pistas marginais, com a velocidade regulamentada na atualidade (60 km/h)." O DER informou que, caso seja procurado, irá realizar estudo técnico para reavaliação dos limites de velocidade. Segundo informações do DER, este estudo leva em consideração critérios como velocidade já praticada, velocidade de projeto e particularidades da via. A análise desses dados permite a definição dos limites de velocidade ideais.

Km 99
Por conta do acidente grave ocorrido no km 99, o local também teve destaque nas conversas entre a Polícia e a Viaoeste. Conforme informações do tenente Bonás, houve 67 acidentes até o dia 29 de agosto deste ano, em um trecho de somente 500 metros da rodovia (entre o km 98+500 e km 99), nos dois sentidos (capital e interior). No ano passado, nesse mesmo período, aconteceram 70. "Esse ano diminuiu bastante até março, quando foram instaladas as marginais", ressalta o capitão Ramos.

Como o acidente ocorrido na semana passada foi ocasionado pela presença do radar - o motorista freou e um caminhão não teve tempo hábil para frear também, acontecendo a colisão -, o local do dispositivo foi discutido na reunião. "Há a necessidade do radar, porque ali é um declive acentuado. Entre o radar e a ponte há o acesso de Votorantim e Sorocaba, e a ponte, que pela posição geométrica não possui acostamento. Então há a necessidade do controle de velocidade ali", explica o capitão.

A Polícia considerou que a sinalização do radar estaria inadequada, portanto a Viaoeste se prontificou a reforçá-la. "Ontem (terça-feira) estive fazendo vistoria no local e percebi que a sinalização está adequada, mas mesmo assim vamos repintar a legenda de solo, para deixar a pintura mais forte", informa Fausto Camilotti, que é Gestor de Interação com o Cliente da Viaoeste e esteve na reunião realizada no começo da semana na base da Polícia Rodoviária.



Usuário da rodovia alerta para risco de radar sem câmera

 

 Estrutura do radar no km 99 da Raposo está vazia - Por: FÁBIO ROGÉRIO

A real presença de um radar instalado no km 99 da rodovia Raposo Tavares foi colocada em dúvida por um leitor do jornal Cruzeiro do Sul, que enviou uma carta afirmando que não haveria nenhuma câmera de radar instalada na torre existente no km 99. "Na verdade não tem radar nenhum dentro da torre. Isso é só para enganar. Instalem realmente o radar ou retirem a torre, pois senão haverá mais mortes", destaca Eric Nelson Bormann, que se identificou como chefe de um dos envolvidos no acidente ocorrido no dia 27, que saiu com vida do local.

Com isso, a reportagem resolveu checar se haveria mesmo um radar instalado na torre e acabou por constatar que, realmente, a estrutura se encontrava vazia na última quarta-feira. Não havia nenhuma câmera no local, somente um fio solto que provavelmente deve ser utilizado para conectar-se ao equipamento.

Além disso, o comerciante Márcio Aparecido de Carvalho, de Pilar do Sul - que já trabalhou como caminhoneiro há 12 anos -, fez uma sugestão, para que o radar não pudesse ser mais apontado como um dos causadores de acidentes no local. "Antes de ter um radar no final da descida para flagrar motoristas em excesso de velocidade e assim gerar arrecadação, que instale no alto, antes do início da mesma um radar de controle de velocidade, muito bem sinalizado e, nesse caso, regulado para velocidade talvez inferior a 90 km/h, facilitaria, a fim de que todos iniciem a descida com uma velocidade razoavelmente segura", relata Carvalho. Ele revela que muitas vezes os caminhões estão pesados e os motoristas não conseguem ter um tempo hábil para conseguir freá-lo.

De acordo com o DER, o radar localizado no km 99 da Raposo Tavares é um equipamento que opera em esquema de revezamento na via. O órgão estadual informa que o medidor de velocidade pode ter sua posição alterada no trecho conforme necessidade.

Segundo informações do DER, os pontos de fiscalização são escolhidos após estudo e levantamento de diversos dados e critérios técnicos de operação das rodovias. São levadas em consideração as características geométricas da via, periculosidade do trecho, qualidade do pavimento, volume diário de veículos que trafegam pelo local e as ocorrências. (A.M.)

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