terça-feira, 12 de junho de 2018

Região tem risco de proliferação do Aedes

Jornal Cruzeiro do Sul
Dezesseis dos 26 municípios que compõem a Região Metropolitana de Sorocaba (RMS) estão com índice de alerta ou de risco de infestação pelo mosquito transmissor da dengue, zika e febre chikungunya, além da febre amarela. Os dados são do Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), apurados pelos municípios e divulgados pelo Ministério da Saúde. De todas as cidades, o índice mais preocupante é o de São Miguel Arcanjo, com 10,4%. Dez municípios ficaram na faixa considerada satisfatória e três delas -- Itu, Jumirim e Sarapuí -- registraram índice zero de infestação. Um total de 5.191 municípios brasileiros fizeram o levantamento. Destes, 1.153 (22%) apresentaram um alto índice de infestação -- e são considerados, pelo órgão federal, propensos a registrar surtos das três doenças. Há ainda 2.069 municípios em alerta e 1.711 com índices satisfatórios.

Para levantamento do LIRAa, as equipes de saúde dividem o município em grupos de 9 mil a 12 mil imóveis com características semelhantes. De cada um desses grupos são pesquisados 450 imóveis, dos quais sai o saldo de infestação predial. As áreas que apresentam índices abaixo de 1% são consideradas satisfatórias, de 1% a 3,9% de alerta e acima de 4% de alto risco. Segundo o Ministério da Saúde, os dados atuais correspondem a levantamentos realizados entre outubro e novembro de 2017, cujos resultados foram enviados ao órgão, pelas prefeituras, até março. "O resultado do levantamento indica que é necessário dar mais atenção nas ações de combate ao mosquito. A prevenção não pode ser interrompida, mesmo no período mais frio do ano", diz o secretário nacional de Vigilância em Saúde, Osnei Okumoto.

Sorocaba mantém alerta

Entre as cidades em alerta, Sorocaba e Salto são as que aparecem com índices mais altos, chegando a 3,8% -- apenas 0,2% do índice 4%, a partir do qual a situação é considerada de risco. Em Sorocaba, o resultado do LIRAa havia sido divulgado, no final de janeiro, mostrando uma piora da situação do município no combate ao mosquito, já que em 2017 havia ficado em 2,5%. Ainda que com os índices gerais em alerta, alguns bairros tiveram resultados de mais de 4% de infestação: Brigadeiro Tobias, Aparecidinha, Cajuru, Éden, Sabiá, Cerrado, Márcia Mendes, Jardim Simus, Sorocaba 1 e Wanel Ville. Porém, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, uma nova medição foi realizada em abril, com a vistoria de 349 imóveis, e teve como resultado um índice de 1,9% -- mais baixo, embora ainda de alerta. Somente a região leste teve índice satisfatório. O órgão ressalta que o município tem realizado uma série de ações contra a proliferação dos mosquitos, como as visitas casa a casa, bloqueio e controle de criadouros, nebulização e arrastões para remoção de materiais inservíveis das residências.

As prefeituras de Salto, São Miguel Arcanjo e Itu foram questionadas sobre o índice e as ações de combate ao mosquito, porém não se posicionaram até o fechamento deste texto. Votorantim foi outro município que também refez o levantamento em abril -- e, assim, registrou uma queda de 3,1% para 2,99%, segundo a Prefeitura. Esses dados, entretanto, ainda não foram cadastrados oficialmente pelo Ministério da Saúde, que por meio da resolução 12/2017 tornou obrigatório o levantamento etmológico de infestação por Aedes aegypti por todos os municípios -- por meio do LIRAa para aqueles com mais de 2 mil imóveis e pelo Levantamento de Índice Amostral (LIA) para os de menor porte. O documento estabelece que o levantamento seja feito entre outubro e 1ª quinzena de novembro e encaminhado até a terceira semana de novembro ao órgão federal.

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