Notícia publicada na edição de 27/12/2009 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 6 do caderno A - o conteúdo da edição impressa na internet é atualizado diariamente após as 12h.
Foto: Adival B. Pinto
Acesso é facilitado à Raposo Tavares e também a Sorocaba
Os constantes roubos ocorridos na avenida Otávio Augusto Rangel, no Bairro do Curtume, têm deixado os comerciantes assustados e insatisfeitos com o trabalho policial. De acordo com o dono de uma loja de peças para motos, João Adriano Ferreira Lúcio, assaltado na tarde de quarta- feira (segundo roubo sofrido em menos de dois meses), não existe policiamento preventivo. A Polícia Militar se defende respondendo que ações direcionadas são feitas.
O cartaz com o aviso ‘Por favor, não entre com capacete na cabeça. Obrigado’ colocado no caixa da loja de João Adriano demonstra a insegurança do comerciante, que após ser assaltado duas vezes em menos de dois meses, e ter um prejuízo médio de R$ 15 mil, não esconde a falta de estímulo para continuar trabalhando. “Acordo sem vontade para trabalhar. O difícil é acordar para trabalhar sem saber o que pode acontecer”, desabafou.
Ele relatou que por volta das 16h30 de quarta-feira dois homens chegaram numa motocicleta e, armados e vestindo capacetes, invadiram a loja e anunciaram o assalto. Eles pediram dinheiro, mas foram embora levando sete capacetes, avaliados aproximadamente em R$ 5 mil. Na vez anterior, há dois meses, o roubo foi feito por quatro homens, que também chegaram numa moto e estavam armados. Naquela ocasião levaram nove capacetes, avaliados em cerca de R$ 8.500,00.
Para João Adriano, os assaltantes se beneficiam da facilidade de fuga, já que a avenida dá acesso à rodovia Raposo Tavares e também para Sorocaba. Mas, ao seu ver, o policiamento preventivo, que é atribuição da Polícia Militar, deixa a desejar: “quando tem polícia aqui, é só fazendo comando, voltado especialmente para motociclistas. E daí até atrapalha um pouco meu comércio”.
O balconista de farmácia Edmundo Sena dos Santos já presenciou três assaltos no estabelecimento, todos praticados do mesmo jeito: homens armados que usam motos e capacetes para esconder os rostos. “Faz um tempinho que a farmácia não é alvo, mas com tantos roubos ocorrendo por aqui, dá medo que se lembrem da gente”, disse.
A comerciante Kelly Madia, que tem um salão de cabeleireiro bem ao lado da loja de peças para motos, relembra que há seis meses dois homens armados e usando capacetes também entraram no seu comércio e só fugiram sem levar nada porque sua mãe começou a gritar. Mas a dupla foi presa logo depois. Porém, antes desse roubo, o salão já havia sido roubado duas vezes.
O comerciante Edvaldo de Almeida, que tem uma loja de carros multimarcas, disse que tem medo que essa onda de assaltos sofrida pelos comerciantes vizinhos e também de bala perdida. Há quatro meses, sua loja foi furtada; os ladrões levaram computadores e telefone sem fio. A partir disso colocou sistema de segurança com câmeras e alarme.
Prisão em flagrante
Para o subcomandante do 40º Batalhão, é importante que as vítimas façam boletim de ocorrência e que colabore com a polícia denunciando, anonimamente, pelo 181. E é pensando em aumentar a participação popular no Disque-Denúncia, que o major revelou que uma campanha de conscientização, junto à Prefeitura, será realizada no início de 2010. A reportagem não conseguiu contato com os policiais do 2º Distrito Policial, que abrange o bairro do Curtume, para saber como andam as investigações e quais as possibilidades dos assaltos serem realizados por uma mesma quadrilha.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.