sábado, 27 de março de 2010

MATA CILIAR - Projeto prevê quase 12 mil mudas nas margens do rio Sorocaba

Notícia publicada na edição de 27/03/2010 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 6 do caderno A

As margens ganharão, em seis meses, 11.960 mudas
Foto: Bruno Cecim




As margens do rio Sorocaba no trecho que corta a cidade de Votorantim ganharão, dentro de seis meses, 11.960 mudas de árvores de espécies nativas em 10,7 hectares (107 mil metros quadrados) de área. A ação é a primeira fase de um projeto de recuperação de mata ciliar, anunciado pela Prefeitura, que pretende, num prazo de cinco anos, reestruturar um total de 114 hectares de área - mais de 1,1 milhão de metros quadrados - hoje devastada, nas margens do curso dágua. Para isso, serão necessários o plantio de cerca de 150 mil mudas no período. Um plantio simbólico marcou o início do trabalho na manhã de ontem.

O projeto - desenvolvido pela Associação dos Gestores pela Unidade Ambiental (Água), numa parceria com a administração municipal - foi aprovado pelo Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro), que destinou um total de R$ 216 mil para que o mesmo seja colocado em prática nesta primeira fase, que contará com o plantio de cerca de 80 espécies nativas distintas, entre elas exemplares de Aroeira, Pau Jacaré, Pitangueira, Paineira, Ipê e Jequitibá. A mata ciliar serve como um escudo da água do rio. Além disso, a falta de vegetação pode gerar escassez de água no futuro, explicou Gérson Eli Fernandes, presidente da entidade. Após um diagnóstico da situação atual da mata nas margens dos 19 quilômetros do rio Sorocaba que cortam a cidade, a Associação definiu as áreas que serão recompostas nesta primeira fase, dentre elas 3,8 hectares em terrenos de propriedade da Votorantim Papel e Celulose (VPC), 3 hectares em áreas da Votorantim Cimentos, 2,7 hectares em terreno da Splice e 1,2 hectare em áreas pertencentes à Prefeitura. Como apoio à ação municipal e aos recursos da Fehidro, o Grupo Votorantim também é parceiro da iniciativa com a doação de insumos e mudas. Estamos preocupados com o rio. Não importa se as áreas pertencem às empresas, reiterou Gérson.

Do total de 107 mil metros quadrados, 60 mil serão contemplados com 10 mil mudas para recuperação da área e 47 mil com 1.960 mudas para enriquecimento do terreno. São espaços em que há mata, porém, com necessidade de variação de espécies, explicou o presidente da Água. Essa primeira fase do projeto contempla dois anos de trabalho, porém, o plantio deve ser finalizado em seis meses. Depois disso, nos 18 meses seguintes, faremos um acompanhamento das mudas, com roçagem das áreas e colocação de adubo. Uma segunda etapa do projeto já está aprovada pela Fehidro, para o plantio de outras milhares de mudas em nove hectares a partir do segundo semestre. A legislação federal prevê que cada margem deve ter uma área de preservação de 30 metros. Em alguns trechos isso não é mais possível, por conta da ocupação urbana, mas o projeto garantirá que seja feito onde conseguirmos, explicou o secretário de Meio Ambiente de Votorantim, Elzo Savella, que reiterou que recompor a mata nativa à beira do rio é uma ação tão importante quanto garantir a qualidade e limpeza de suas águas.

 
Parque Beira Rio

Durante o lançamento do programa de recuperação da mata ciliar do rio Sorocaba - que aconteceu no espaço conhecido como Casa do Chapéu, ao lado da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do bairro Ângelo Vial - o prefeito de Votorantim, Carlos Pivetta, aproveitou para anunciar alguns projetos, ainda em estudo, que pretende realizar na região. O primeiro deles é a construção de um parque beirando o rio, que começaria no local - onde uma árvore histórica da espécie Copaíba marca a divisa entre os municípios de Sorocaba e Votorantim - e seguiria até a região do terminal de ônibus da cidade. Dessa forma, conseguiremos unir, numa mesma experiência, a conservação do meio ambiente e o lazer, disse o chefe do Executivo.
Faz parte ainda dos planos de Pivetta para o espaço conhecido como Casa do Chapéu a construção de um Memorial da Água e da Casa do Caipira, um espaço de resgate da cultura local e de apoio aos grupos de viola da região.

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