terça-feira, 6 de julho de 2010

Policiais vão apurar desentendimento e acabam prendendo dois por tráfico

Folha de Votorantim

Dois irmãos foram presos em flagrante na manhã da última sexta-feira (4). Carlos Victor Cordeiro Costa, 25, operador de máquina, e Rafael Cordeiro Costa, 22, desempregado, vão ter que explicar à Justiça a procedência de 58 papelotes de maconha encontrados na casa onde viviam, na Vila Mercedes (proximidades do bairro Parada do Alto).

A história teve início num desentendimento na vizinhança. Uma guarnição da Polícia Militar foi chamada ao local, rua Havana, para apurar a confusão. Quando estavam chegando, viram um rapaz (Carlos) na rua.

Ele, segundo a polícia, ao ver a viatura, arremessou um “pacote vermelho” em cima da laje de uma casa. Mas esse fato, em princípio, não chamou a atenção dos oficiais.

Na mesma via, logo adiante, eles fizeram contato com a pessoa que chamou a PM, pelo 190. D.R.S., 23, professor, disse que Rafael tinha lhe agredido; danificado a motocicleta de outra vizinha, M.F.S.F.R., 21, auxiliar de cobrança; e ainda estaria em posse de uma arma de fogo. Os fatos teriam acontecido dentro da casa de D..

A guarnição foi até Rafael, que estava junto do irmão, reconhecido na hora pelos militares como o rapaz que arremessou o objeto vermelho. O acusado confirmou a agressão, mas negou que tivesse uma arma. Ele teria permitido, quando solicitado pelos PMs, que fossem feitas buscas em sua casa.

A arma, realmente, não foi encontrada, mas, em revista na laje, os policiais encontraram o “pacote vermelho”, na verdade uma sacola, onde estavam os papelotes de maconha, embalados individualmente. Rafael disse que a droga era dele e que era usuário. Carlos negou ter arremessado o objeto.



Vendiam enquanto jogavam

A história não acabou aí. Os policiais, no relato que fizeram depois na delegacia, dizem que, no andamento das diligências, receberam, via rádio, informação anônima de que os dois irmãos são traficantes e vendem drogas diariamente em um quiosque localizado perto da casa deles.

A denúncia dizia ainda que eles tinham o hábito de jogar baralho enquanto traficavam e que o jogo de cartas estaria escondido em uma fenda de tijolo no local, envolvo em tecido.

Para lá eles foram e lá encontraram o baralho. Levaram a dupla à Delegacia Central, onde o delegado Marcelo Munhoz os autuou em flagrante.

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