Este é o 6º texto de uma série de dez com temática relacionada à prevenção ao uso de drogas.
Antes que seu filho chegue às drogas, dê bom exemplo de vida e de conduta pessoal.
Há coisas que não podemos ensinar falando, ensinar pelos ouvidos, mas o aprendizado só se dá por pura imitação, portanto, ensinar através dos olhos. É uma espécie de orientação calada, silente, mas muito eficaz. Sem palavra alguma. Só gestos, atitudes, trejeitos. É a pedagogia do corpo. A sua eloqüência está na forma firme e decidida como realizamos os nossos afazeres e como agimos nas circunstâncias diárias, sejam elas difíceis ou triviais, serenas ou conflituosas.
Um pai pode muito bem orientar seu filho como viver e decidir sua vida tendo conduta adequada e atitudes respeitosas.
Você não espera que seu filho saiba exatamente o que fazer se você diz uma coisa e age de outra maneira, totalmente oposta, não é?
Quantas vezes você não censurou seu filho por algo que ele fez, mas depois, percebeu que ele só estava imitando, reproduzindo o que seu pai havia feito. Se quisermos que nossos filhos tenham bom comportamento precisamos ensiná-los, pelo nosso exemplo, como fazer a coisa certa e que decisão tomar.
Para isso é preciso repensar o modo de vida.
Primeiro, precisamos saber que vivemos numa comunidade onde temos relacionamentos interpessoais e marcantes e que, por isso mesmo, todos dependem de todos. Ninguém está absolutamente sozinho.
Segundo, devemos ter sempre em mente que ao, mesmo tempo que somos influenciados pelo meio em que vivemos, também transformamos esse meio, numa simbiose dialética. E nesta reciprocidade de influências somos o resultado daquilo que pensamos ser, mais do que recebemos dos outros.
Terceiro, somos todos responsáveis por tudo e por todos, de modo que não podemos acreditar que existam atitudes isoladas e absolutamente inócuas, do tipo: "faça o que eu mando e não faça o que eu faço". Isso é pura utopia!
Quarto, temos que tomar consciência que só melhoraremos nosso ambiente onde existimos e habitamos à medida que melhorarmos a nós mesmos, interagindo de maneira positiva. Nosso ambiente é a somatória de todos nós e do que fazemos e permitimos nele fazer.
É preciso agir de forma decidida e influenciar de modo positivo e consciente.
Por uma injunção social e cultural, cabe ao pai o papel de mediador nas decisões do lar, e, portanto, RECAINDO SOBRE ELE, a responsabilidade de ser o agente das transformações necessárias e exigidas.
De maneira alguma devemos esperar que as coisas aconteçam simplesmente, por pura mágica, ou obra do acaso. "Quem sabe faz a hora, não espera acontecer", como dizia a canção popular, Para não dizer que eu não falei das flores.
Diz com muita propriedade o sábio Salomão: "O que perturba a sua casa herda o vento, e o insensato é servo do entendido de coração. No temor do Deus eterno, o homem encontra um forte apoio e também segurança para a sua família" – Provérbios 11:29; 14:26.
Não há necessidade que sejamos geniais para resolvermos problemas familiares. Basta que nossa conduta se paute pela sensatez, pela coerência e pelo desejo ardente e humilde de acertar e ser útil aos nossos familiares.
Alguém já disse e continua sendo uma verdade irrefutável: "nenhum sucesso profissional fora compensa o fracasso no lar".
Nosso lar é o nosso castelo. Parece meio antigo, mas faz bem ao coração e à paz de espírito, essa idéia. Cabe-nos, portanto, edificá-lo num ambiente de prazer, amizade, conforto, lealdade, liberdade, respeito e acima de tudo segurança e esperança.
Resta-nos a escolha. Os resultados serão sempre óbvios.
Como ensinou o escritor russo Léon Tolstoi, no romance Ana Karênina, "todas as famílias felizes se parecem entre si; as infelizes são infelizes cada uma à sua maneira".
Pai, qual será a sua escolha?
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