Manoel Peres Sobrinho
Ao longo de nossas reflexões estivemos alertando sobre o que fazer antes que seu filho chegue às drogas. Mas a questão pode ser outra: "O que fazer se ele já se envolveu com ela?"
Não é preciso entrar em pânico. Pelo contrário, é necessário ter muita cautela e serenidade para poder dar os passos certos no encaminhamento dessa questão. Não faltarão recursos, informações e, acredito, nem forças pessoais se você fizer a coisa de maneira certa.
Muito importante! Não tente resolver o problema sozinho. Nem espere que a situação se resolva por si mesma. Isso não ocorrerá. Pior ainda: querendo agir, depois, pode ser muito tarde.
Na procura das informações você deve se ater às seguintes questões:
1º) Conheça mais a personalidade humana.
Cada pessoa é uma pessoa única. Absolutamente única. Constituindo-se num microcosmos totalmente à parte, isto é, um mundo à parte. Portanto, não faça generalizações, do tipo: o que serviu para um, serve para todos. Isso pode não ser verdade. O conhecimento de sua maneira de ser, seus gostos e preferências pessoais ajudarão a compor um quadro pessoal mais confiável. Não podemos dar feições ao mundo somente pela nossa ótica. Nem sempre as coisas são como acreditamos ser. O mundo que eu vejo pode não ser o mundo que o outro vê. Ou pode não ser percebido como realmente ele é. Cada pessoa vê, sente e reage de maneira diversificada. Parece óbvio, mas nem sempre acreditamos ou agimos como se assim fosse. Por isso sempre achamos que o nosso modo de ver as coisas é sempre o certo, ou pior do que isso, o único correto. Conheça melhor a personalidade de quem você vai ajudar. Quando isso não acontece, podemos contar somente com a nossa opinião, nossa ótica de ver o problema. Isso pode ser muito nocivo.
2º) Conheça as características físicas de quem você quer ajudar.
Cada um tem um corpo próprio com todas as suas características individuais. Cada um reage de forma diferente a um certo tipo de estímulo, a um certo tipo de droga. Há até drogas liberadas que podem se constituir numa ameaça e armadilha para usuários permanentes. O seu corpo é diferente do outro. Por isso não avalie as reações dos outros pelas suas. E mais: não exija demais das pessoas, sem antes conhecê-las bem.
3º) Certifique-se dos tipos de drogas e como agem.
Quais são as drogas disponíveis no círculo social da pessoa com quem você se preocupa? Quais são seus verdadeiros efeitos? De que maneira são passadas aos usuários? Quanto custa? Onde podem ser encontradas? As pessoas que traficam, realmente, quem são?
4º) cada um tem seu projeto de vida.
Fracassos acontecem todo o dia. Como superá-los? Alguns procuram mascá-los. Outros respondem com cinismo; outros ainda, procuram ver o lado bom da coisa. Na vida, todos estamos sujeitos a isso. Resta saber como reagiremos. As drogas, para alguns, podem ser a válvula de escape a todas as pressões do dia-a-dia. Menos trabalho e mais resultados. As pessoas precisam aprender a conviver com as exigências diárias, resolvendo um problema de cada vez.
5º) profissionais e encaminhamento.
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