quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Cobrança de estacionamento gera reclamações

Leila Gapy - Cruzeiro on-line

A cobrança pelo uso do estacionamento do shopping Panorâmico, em Votorantim, iniciada na última terça-feira, deixou muitos usuários descontentes. Até um protesto foi realizado no mesmo dia, à noite, pelos alunos de um colégio que fica dentro do estabelecimento comercial. Devido o fechamento das entradas de acesso, houve tumulto; o que impediu por mais de meia-hora que alguns outros usuários deixassem o local. A alegação dos reclamantes é de que, além de não terem sido avisados, o estacionamento não tem estrutura física adequada e o valor cobrado por duas horas (R$ 2) é alto e prejudica, principalmente, estudantes que frequentam o espaço para estudar. O proprietário do shopping, Elias Antonio José, negou as acusações e disse que a cobrança será irreversível.

O protesto nas duas saídas do shopping, por volta das 22h, impediu que muitas pessoas que estavam no estabelecimento, como os que estiveram no hipermercado, deixassem o local. Muitos alunos que cursam a Escola Professor Júnior fecharam as entradas de acesso ao saberem da cobrança da taxa de estacionamento. Apesar das buzinas e um longo congestionamento, o protesto foi pacífico. As principais reclamações partiram de pessoas que não sabiam o que estava acontecendo, como João Luiz Azevedo, de 49 anos, comerciante que foi ao local fazer compras e deparou-se com uma grande fila de carros.

"Concordo com o protesto, mas preciso ir embora, tenho dois filhos em casa, sozinhos", explicou. Já a corretora Cristiane Vieira, de 49 anos, estudante do Professor Júnior, quando assinado o contrato, a cobrança do estacionamento não estava descrita. "Pago um curso caro, não é justo cobrarem este valor, pois permaneço no local mais de três horas, daria um valor de 40 reais semanais, valor com o qual eu gasto com alimentação dentro do shopping além de não ter outra opção para estacionar meu carro', disse. O proprietário da escola, João Batista Larizzatti Junior, se disse descontente com a situação:

"Eles começaram a cobrar sem a comunicação do proprietário do shopping, sem que um acordo fosse feito, concordo com a revolta dos alunos, pois quando fizeram suas inscrições não se previa esse custo", falou. Júnior ainda falou que não há estrutura no estacionamento, mencionou a falta de sinalização, segurança, ausência de espaço específico para carga, descarga, ônibus. "Os espaços onde ficam os carros são pequenos, pois estão fora das medidas. Há uma rampa cega, caminhões manobram para carga e descarga, congestionando tudo, diminuindo espaços de circulação e paradas. É perigoso", disse ele que questionou o posicionamento das autoridades locais.

Sem jeito

Já o proprietário do shopping, o empresário Elias Antonio José, negou todas as observações feitas. Ele disse que há mais de um ano há placas espalhadas pelo estacionamento anunciando a futura cobrança pelo uso do espaço. Além disso, ele justificou a medida dizendo que o local é mal usado por pessoas que deixam seus carros lá para ir até São Paulo ou ainda não usarem a estrutura do estabelecimento. "Tem gente que deixa o carro aqui e vai fazer suas coisas fora do shopping, em outras cidades, por exemplo. Mas essa medida visa até a segurança dos automóveis. Tínhamos muitas reclamações de furto de acessórios ou veículos e a cobrança deve minimizar isso", pontuou ele que disse ser essa uma ação irreversível.

"Todo os estabelecimentos com estacionamentos cobram pelo uso, há anos não cobramos, pagamos impostos e agora, por segurança, vamos prosseguir com o sistema", frisou. (Colaborou Vitor Aguilera)

 

 

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