Banco de dados deve facilitar acesso a
informações que podem ajudar na preservação de Itupararanga
Carla de Campos
Agência BOM DIA
Todo o conhecimento produzido dentro das universidade e que poderiam auxiliar na preservação da represa de Itupararanga devem ser acessíveis à comunidade. Esta é a principal conclusão do segundo Seminário de Pesquisa da APA (Área de Proteção Ambiental) de Itupararanga, que reuniu especialistas no campus Sorocaba da UFSCar(Universidade de São Carlos).
“O principal é fazer um banco de dados público e aberto com todos os trabalho científicos e técnicos feitos na região”, explica o professor André Cordeiro Alves dos Santos, membro do conselho gestor da APA representando a UFSCar. Segundo ele, são teses, dissertações e trabalhos de iniciação científica que estão restritos ao ambiente acadêmico e que poderiam ser usados para a implementação de políticas públicas para a preservação de Itupararanga.
Represa de Itupararanga é comumente usada
para banho ou prática de esportes náuticos
Foto: Arquivo/Agência BOM DIA
A área de proteção ambiental abrange oito municípios: Alumínio, Cotia, Ibiúna, Mairinque, Piedade, São Roque, Vargem Grande Paulista e Votorantim. Todos eles têm sua porção de responsabilidade na preservação do maior manancial de abastecimento da região. A ocupação irregular, sobretudo pela especulação imobiliária, e o despejo de esgoto sem tratamento constituem as maiores graves agressões ao recurso hídrico, responsável por cerca de 70% do abastecimento da população sorocabana.
“O Conselho Gestor das APA não consegue resolver nada sem o apoio dos municípios. O plano de manejo que foi feito é um plano e, para que seja instituído, os municípios precisam incorporar esse projeto”, diz.
Sem os cuidados adequados, o manancial perde sua qualidade, o que vem acontecendo ao longo dos anos, segundo Cordeiro. “A água já foi muito melhor do que é hoje”, avisa. A supressão de mata ciliar próxima às nascentes também é uma ameaça, já que a cobertura vegetal impede que agrotóxicos, usados nas extensas plantações próximas à APA, sejam carregados para a represa.
“A supressão de vegetação tem muito a ver com a especulação imobiliária, que não deve ser a principal função da represa. Os municípios vão ter que decidir se é melhor lotear, usar para o turismo ou para o abastecimento público. A escolha está entre implantar o turismo, trazer loteamentos e não ter água para beber”, avalia o professor, alertando que, hoje, não há nenhuma outra grande opção para o abastecimento de Sorocaba se não for Itupararanga.
Banco de dados virtual
A proposta é que o banco de dados das pesquisas relacionadas à Itupararanga sejam disponibilizadas nas bibliotecas das universidades. A ideia é transformar a maior parte do material em arquivos digitais.
12%
é a estimativa de quanto foi perdido em área de vegetação natural na APA, nos últimos 5 anos
Pesquisas
Várias pesquisas sobre a qualidade da água da represa estão sendo promovidas pelo Grupo de Pesquisa de Microbiologia Ambiental, formado por docentes e alunos UFSCar Sorocaba.

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