segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

DIVERSÃO E PERIGO - Calor intenso leva população a lagos e represas

Samira Galli - Redação Cruzeiro do Sul



Pessoas de todas as idades disputam um espaço na água para amenizar a alta temperatura
Foto: Emidio Marques 

A menos de 10 dias para a chegada oficial do verão, o forte calor do final de semana lotou as cachoeiras, lagos e represas da região. Banhistas procuraram neste domingo (12) a Cachoeira da Chave, em Votorantim, para se refrescar do calor. O perigo também esteve presente, já que o local é palco frequente de afogamentos, mas não foram registradas ocorrências.


Tanto crianças como adultos aproveitaram o dia quente na cachoeira: não havia limite de idade para disputar um espaço na água para amenizar a alta temperatura. Um grupo de amigos aproveitou a folga de domingo e passou o dia todo se divertindo. Apesar de serem dos estados de Goiás e do Paraná - prestam serviço a uma empresa de telefonia e banda larga local - elogiaram a beleza natural da Cachoeira da Chave e disseram que sempre vão para lá em dias quentes. “Chegamos às 8h da manhã, para aproveitar bastante”, conta Sidney Gabriel, de 25 anos.


Quando não leva comida de casa e faz um piquenique improvisado, Marlon Araújo, de 27, afirma que come os quitutes vendidos no local. “É mais prático”, diz. Já Igor Thiago Marciano, de 29, defende melhorias na infra-estrutura, prometidas há mais de dois anos pela Prefeitura Municipal. “Precisa de segurança e mais organização”, observa. Todos eles afirmam que “não abusam” da água, para não correr nenhum risco. “Já vi afogamento aqui, há dois meses, quando vim com a minha família. Foi horrível”, conta Melissa Juliana Gonzalez, de 19.


Não são apenas os jovens que se refrescam na Cachoeira da Chave. Famílias inteiras visitam o local e aproveitam momentos de lazer com as crianças. O casal sorocabano José Dias, de 46 e Ivone Aparecida Pompeu, de 43, levou até o filho de um amigo para aproveitar o domingo de sol. “A gente vem em todos os finais de semana de verão. Às vezes dá até para fazer um churrasquinho”, afirma Dias. Ivone conta que também já presenciou um afogamento, há quatro anos. “Fiquei um tempo sem vir depois daquilo”, diz.


Comércio


Quem também aproveitou o dia de calor foram os comerciantes. Bebidas, salgados, churrasco e sorvete são mais vendidos no final de semana que durante toda a semana. O sorveteiro Salvador Miranda, 61, há quatro anos trabalha na Cachoeira da Chave aos finais de semana e afirma que é quando mais vende. “O maior movimento é à tarde. Ajuda bem”, afirma.


O comerciante Airton Pereira Nunes, de 60 anos, conhecido como “Japão”, vende “churrasquinho” há 15 anos e já passou por várias experiências no local. “Já vi muita morte por afogamento, mas já salvei gente também”, conta. Ele destaca que a maior parte dos visitantes não é da cidade e que possui sempre ‘um público cativo’. “Além de cidades da região, muitos são de cidades da Grande São Paulo, como Barueri e Osasco”, diz. Japão afirma que o ideal dos comerciantes é que a Prefeitura finalmente construísse o ‘Parque da Cachoeira’. “A nossa vontade é legalizar a nossa situação aqui, com estrutura e segurança”.


Afogamentos


A combinação final de semana e dias quentes às vezes traz alguma consequência trágica. No final de semana passado, o estudante Jorge Wellington Pereira da Paz, 19, morreu afogado no rio Sorocaba, num trecho perto da represa do bairro Votocel, em Votorantim. O corpo foi encontrado pelo pai do jovem, Jorge Rodrigues da Paz, 43 anos, na segunda-feira, boiando na superfície da água, e resgatado pelos bombeiros.


Jorge saiu com quatro amigos para nadar no lugar conhecido como “Rio 10”. Fariam um churrasco. Na volta, um dos amigos entregou para a mãe do estudante o telefone celular, as roupas e o boné, molhados. Conforme relato do pai à polícia, não explicaram o que aconteceu com Jorge. A Polícia Civil investiga o caso.

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