terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Marcão Papeleiro é eleito Presidente da Câmara

Matheus Casagrande
Folha de Votorantim


Marcos Antonio Alves (PT) foi eleito presidente da Câmara Municipal para o próximo biênio (2011-2012) em votação realizada ontem à noite. Sua chapa recebeu votos dos oito vereadores da base governistas. Os três oposicionistas votaram em branco.

Heber de Almeida Martins (PDT), de última hora, decidiu não se candidatar a presidente. Ele assumiu o cargo de segundo secretário da chapa de Marcão, composta também por Lazaro Alberto de Almeida (PMDB), vice-presidente; e Solange Oliveira Pedroso (PMDB), primeiro secretário.


 
Ao final da sessão ordinária, realizada antes da votação, Heber pediu ao presidente Pedro Nunes Filho (PDT) um intervalo de dez minutos. Marcão, incomodado, pediu que a votação pelo intervalo fosse nominal. Pedro Nunes, por fim, decidiu pela votação regimental. Se levantaram, contrários ao intervalo, os petistas Marcão, Fernando de Oliveira Souza e Francisco Carlos Amorim. Pelo menos para quem olhava do setor reservado ao público, este foi o único momento que teve alguma intriga.

Foi neste intervalo que foi feito o acordo de última hora. Heber procurou Marcão e anunciou a desistência. Em troca disso, ele ficou com o cargo de segundo secretário, que, em princípio, era de Pedro Nunes Filho. “Eu sabia que havia, na chapa, um cargo do PDT. Queria a vice-presidência, mas resolvi respeitar o Labrego”, disse Heber.

Logo após a votação, Marcão disse que vai dar continuidade ao trabalho de Pedro Nunes Filho. “Ele é o vereador que moralizou esta Casa de Leis”, disse. Questionado sobre como se procedeu o acordo com Heber, o presidente eleito foi cuidadoso: “Heber é um grande parceiro, é um amigo de infância.” Soprado por Heber, que estava ao seu lado, ele acrescentou: “É pela construção, pela unidade do grupo.”

Labrego tomou a fala para “ressaltar o espírito de Pedro Nunes, que abriu mão do cargo de segundo secretário” pela conciliação de Heber.

Jair Cassola teria decidido


O consenso do grupo em torno de uma só chapa teve influência do ex-prefeito Jair Cassola. Pelo menos foi o que explicou Heber de Almeida Martins (PDT). Segundo ele, Cassola lhe telefonou ontem e pediu pela “unidade do grupo”.

O ex-prefeito, que também é presidente do diretório municipal do partido, era favorável à candidatura pedetista. Heber, inclusive, disse que o partido ia pedir punição a Pedro Nunes Filho por infidelidade partidária, por ser membro e apoiador de outra chapa. “Se tem uma candidatura do seu partido, por que apoiar outra? Por tudo isso, para não ter problemas, decidimos pelo consenso. Acredito que, assim, fortalecemos ainda mais o nosso grupo.”

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