quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Obras a todo vapor

Mais de 100 homens trabalham duro para garantir
entrega de CDP de Votorantim dentro - ou antes - do programado

Mayco Geretti
Agência BOM DIA



Funcionários de duas empreiteiras trabalham no canteiro de obras
Foto: Gilson Hanashiro/Agência BOM DIA

Um canteiro de obras operando em ritmo acelerado. A reportagem do BOM DIA foi ao local onde será instalado o CDP (Centro de Detenção Provisória) Feminino de Votorantim e encontrou mais de 100 trabalhadores divididos entre a construção de muros e os trabalhos de fundação. Segundo os funcionários, se as chuvas derem uma trégua durante o verão, a obra poderá ser concluída antes dos 17 meses previstos. Enquanto isso, as presas e suas famílias contam as horas para a extinção da atual cadeia pública da cidade.

O terreno – situado no km 105 da rodovia Votorantim/Piedade – era um declive que já foi transformado em um platô de terra compactada no qual várias casas que farão parte do setor administrativo e de dependências destinadas às presas já começam a ser erguidas. Segundo funcionários, a obra está cerca de 20 dias adiantada em relação ao cronograma.

Durante a etapa de construção dos alicerces, também será colocada a camada de concreto que impede a construção de túneis de fuga. A precaução, presente em todas as novas unidades prisionais masculinas, também é usada nos presídios femininos.

O CDP de Votorantim terá capacidade para 768 mulheres e custará R$ 50 milhões para ser concluído. A construção foi marcada por uma verdadeira novela, uma vez que o governo do Estado anunciou a nova unidade em 2005, mas trocas de governo, de secretários da Administração Penitenciária, além de uma impugnação na licitação, retardaram o início das obras até a metade desse ano.

Ansiedade

Transferências quase sempre vêm acompanhadas de insatisfação por parte da população carcerária, mas não é o caso das presas que atualmente estão na Cadeia Feminina de Votorantim, que fica na região central do município. Para elas, a mudança de “casa” está sendo muito aguardada, principalmente em razão da nova unidade ser “vendida” pelo Estado como um modelo que valoriza o bem-estar das detentas. “Saindo daqui [da cadeia pública] só vamos para algo melhor. Quem está aqui há anos e tem outros vários para cumprir, não vê a hora de ir para algo mais digno”, afirma a detenta Maísa, que está na cadeia há mais de um ano.

Na estrutura da nova unidade está prevista inclusive uma creche para os filhos de detentas. A unidade também terá uma área destinada para presas que deram à luz e precisam ficar os primeiros meses junto com seus filhos.

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