Regina Helena Santos
Notícia publicada na edição de 17/12/2010 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 9 do caderno A
Desde janeiro deste ano a Urbes vem estudando as alternativas de tráfego
FOTO: Adival B. Pinto
O viaduto que liga as avenidas Antônio Carlos Comitre e Izoraida Marques Peres, no Campolim - principal acesso ao Esplanada Shopping - permanecerá cerca de 5 meses parcialmente interditado, a partir de 5 de janeiro de 2011, para a execução das obras das marginais da Raposo Tavares que passam por baixo do local. A situação - relatada por proprietários de lojas e indústrias da região, que já foram informados oficialmente sobre a decisão, e confirmada pela Urbes - Trânsito e Transportes - preocupa os empresários, diante da dificuldade que os motoristas terão para trafegar.
O problema foi um dos pontos abordados, na manhã desta quinta-feira (16), durante audiência pública para tratar das obras na rodovia. Na ausência de representantes da Viaoeste, que administra a rodovia, e da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), os cerca de vinte empresários presentes contaram que já receberam um comunicado de que a interdição será feita. A Urbes confirmou que desde o primeiro semestre deste ano o assunto está sendo debatido para que sejam tomadas medidas alternativas de tráfego, a fim de tentar minimizar os problemas que o fechamento da passagem devem ocasionar no local.
Segundo José Carlos de Almeida, que representou a empresa pública de trânsito na reunião, o viaduto não será completamente interditado e permanecerão abertas apenas duas faixas, em mão dupla. O técnico não adiantou, entretanto, detalhes sobre as rotas alternativas de tráfego que serão aplicadas na região. “Todas as medidas de desvio e operação estão sendo estudadas com os interessados para tentar causar o menor impacto possível no trânsito. Há necessidade deste bloqueio para as obras, não há outra alternativa. A informação que nós temos é que será bloqueada uma pista e a outra irá operar em mão dupla”.
Os representantes dos empreendimentos localizados na região reclamaram bastante da medida e já prevêem prejuízos financeiros. “A gente não precisa ser técnico para entender que a partir do momento em que quatro pistas se transformam em duas, teremos uma redução de 50% no fluxo de veículos que acessam aquelas avenidas. Não somos contra a obra, a cidade precisa crescer, ganhar poder e solucionar seus problemas viários. O que somos contra é executar uma obra deste porte sem que a população tenha conhecimento das medidas mitigatórias que poderiam estar sendo implantadas”, falou Roberto Vilas Boas, gerente de expansão do Grupo Carrefour. “Não nos foi apresentada nenhuma alternativa para minimizar os impactos desta interrupção. Nós pedimos, apenas, que isso não fosse feito no fim do ano. Agora vamos esperar que a Urbes coloque pessoal para orientar o trânsito, para que o impacto seja o menor possível. Mas que vai haver, isso vai. Não dá para dimensionar o prejuízo, mas certamente teremos problemas”, falou Odair Darokue, gerente do Esplanada Shopping.
O diretor do Carrefour Esplanada, Edson Macedo, chegou a cogitar a possibilidade de que o viaduto tivesse o número de pistas aumentado, para maior fluidez do trânsito. “Já vamos sofrer, não tem jeito. Mas temos que pensar lá na frente para não ter, no futuro, que parar de novo para mais uma ampliação”, disse.
Para o gerente de expansão do Carrefour, uma alternativa seria prorrogar a data para fechamento das pistas. “Aí se apresentam os documentos que aprovaram as obras, se faz uma nova audiência, justificando para a população e para os empresários a situação, se discute se as medidas mitigatórias são satisfatórias para atender a todos. Aí, a obra pode seguir seu rumo. A comunidade está pedindo as informações, mas ninguém vem aqui explicar”, reclamou, referindo-se à ausência dos representantes da Viaoeste e da Artesp.

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