Em entrevista, ela ressalta a importância de se criar público
“Procuro fazer um trabalho que se comunica com uma emoção”, diz a coreógrafa Carmem Gomide, 49 anos, que apresenta amanhã, às 20h, no Auditório Municipal de Votorantim, o espetáculo de dança “Latitude 35º”, baseado no livro “ I Ching”. Antes, às 14h30, ela dará um workshop para iniciantes em dança, intitulado “Um processo criativo na interface dança, performance. O corpo, suas vivências, memórias e formações”.
“O ‘I Ching’ é todo voltado para a natureza, para os quatro elementos e é muito vivo, por isso sobrevive há cinco mil anos”, destaca Carmen, que acredita que o trabalho artístico não pode ser vazio e sim proporcionar reflexões. Entre elas, os clássicos questionamentos: “O que é o ser e para que ele existe?”
Como a dança é muito subjetiva ela afirma que há ainda muitas barreiras para a expansão dessa arte e ressalta a necessidade das secretarias de Cultura apostarem na formação de público. “O workshop é importante, mas mais ainda é assistir ao espetáculo”, diz.
Sobre o processo criativo desse seu recente trabalho, a coreógrafa explica que trabalhou com dez hexagramas. Joga-se seis vezes três moedas que formam seis linhas e resulta em um hexagrama. Cada uma dessas linhas tem um correspondente no livro. A partir daí, Carmen e a diretora artística Mariana Muniz montaram, de forma não-linear, o espetáculo “Latitude 35º”, cujo nome faz referência à localização da China, país de origem do “I Ching”.
Serviço
O workshop é de graça e tem 90 minutos de duração. Ele será realizado na avenida Moacir Ozéias Guitte, 41, em Votorantim. Mais informações pelo telefone 3243-1191.
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