quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Administradora de Itupararanga quer derrubar lendas

 Diário de Sorocaba

 O Grupo Votorantim deseja que a sociedade tenha informações mais concretas sobre mitos que falam sobre suposto rompimento da barragem e alagamentos na cidade
 
 Cerca de 90% das enchentes que poderiam acontecer ficam retidas na represa (Foto: Arquivo DS)
 
A Usina Hidrelétrica (UHE) de Itupararanga, administrada pelo Grupo Votorantim, vai distribuir cartilha sobre energia segura e um dos objetivos é derrubar alguns mitos, como o que diz que supostos problemas na barragem da represa poderiam ocasionar o seu rompimento ou que a abertura de comportas causa alagamentos em Sorocaba. A campanha deve começar com a conscientização de estudantes. 

A UHE de Itupararanga tem 97 anos e pode armazenar 308 bilhões de litros de água em 32 Km², um espaço equivalente a 40 estádios do Maracanã. É responsável pelo abastecimento de água de 70% da cidade de Sorocaba, e também de Ibiúna e Mairinque. Além disso, a usina gera 55 MW para abastecimento de energia elétrica para a Fábrica de Cimento Votoran, em Votorantim, e a Companhia Brasileira de Alumínio - CBA, em Alumínio. 

Conforme explicou Gilberto Alcântara, gerente de operações da UHE de Itupararanga, a abertura de comportas é um procedimento comum na usina e não é determinante para enchentes na cidade. “A usina, em seu potencial máximo, tem vazão de 200 metros³ por segundo, mas libera apenas 30 m³/s. Na realidade, 90% das possibilidades de cheia no rio são amortecidas pela barragem”, revela.

Alcântara conta que, quando o rio Sorocaba está cheio, o poder público municipal pode consultar a UHE para saber se há possibilidade de suspender o despejo de água no rio. Se o reservatório tiver segurança e condições para colaborar para baixar o volume do rio, isso será feito. Mas se a capacidade estiver acima, as comportas terão de ser abertas, como aconteceu no início do ano passado. Outra ocasião em que a UHE pode colaborar com o volume de água do rio é na época de seca, quando o reservatório mantém o rio colaborando com sua fauna e flora. Além do que a atividade baixa o armazenamento do reservatório para aumentar a capacidade de absorção na época de cheias. 

ROMPIMENTO – Em relação às lendas sobre um suposto rompimento das barragens, Alcântara detalha que elas estão construídas em concreto puro, com 415 metros de extensão, sobre rochas de qualidade excelente, que garantem estrutura segura dentro dos atuais padrões de arquitetura. “São realizadas inspeções periódicas por empresas especializadas e órgãos governamentais que garantem a segurança. As barragens não têm prazo de validade”, garantiu.

Conforme o gerente de operações, a baixa permeabilidade do concreto da barragem é determinante para que não surjam vazamentos ou infiltrações. Ele disse que toda a água que passa pela barragem, tanto a que vai para as turbinas e gera energia, quanto a que é descartada pelas comportas, é monitorada e não há possibilidade de vazamentos.

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