Notícia publicada na edição de 27/04/2012 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 8 do caderno A -
A medida será votada na Câmara e abrange 70 funcionários - Por: Arquivo JCS/Adival B. Pinto
Um projeto de lei enviado à Câmara
de Votorantim, pelo prefeito Carlos Augusto Pivetta (PT), permite ao
Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) ceder pelo prazo de um ano 70
funcionários concursados à empresa concessionária que vencer a licitação
para assumir o sistema de abastecimento de água e tratamento de esgoto.
A proposta tramita pelas comissões permanentes da Casa e deve entrar em
votação nos próximos dias. A medida abrange trabalhadores que atuam na
operação remota dos reservatórios, nas estações elevatórias e de
tratamento de água e esgoto.
De acordo com o superintendente do Saae de Votorantim, Rubens Mesadri,
os funcionários que devem ser "emprestados" efetuam atividades que estão
fadadas à extinção, em virtude do avanço da tecnologia, independente da
existência da concessão. "O procedimento é necessário em virtude da
implementação, a curto prazo, de novas tecnologias para automação e
operação remota dos reservatórios, das estações elevatórias e das de
tratamento de água e esgoto, não se justificando a contratação e
qualificação de mão-de-obra nova nessa especialidade, para ser utilizada
por tão curto espaço de tempo", ressalta.
Segundo ele, o projeto é a "melhor forma encontrada" pela Administração
Municipal para garantir a continuidade desse tipo de serviço após a
entrada da empresa concessionária e, assim, não haver eventual
paralisação desses trabalhos. Isso também para assegurar tais servidores
até que a municipalidade defina um plano de reaproveitamento desses
profissionais. "Não haverá exonerações", garantiu e completou que outros
150 servidores do Saae já são transferidos para outras funções dentro
da Administração Pública.
Mesadri alegou que a medida tem embasamento legal e que o projeto foi
elaborado e apresentado à Câmara após o consenso entre as partes
envolvidas: administração, sindicato da categoria e uma comissão dos
funcionários. A conclusão é que os funcionários cedidos temporariamente
continuariam a exercer a mesma função praticada no Saae. "Eles não
sofrerão prejuízo, principalmente, referente à remuneração obtida e
evolução funcional, mantendo assim, todos os seus direitos e garantias
previstos na legislação local e em todo o ordenamento jurídico
brasileiro, de igual forma não acarretando ônus adicional à
Administração", finalizou. (Marcelo Andrade)

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