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quarta-feira, 30 de maio de 2012

Hospital de Votorantim intermedia 1ª experiência em doação de órgãos

 Diário de Sorocaba

DR. OTÁVIO SANTOS JÚNIOR, diretor clínico do Hospital Santo Antônio, de Votorantim (Foto: Divulgaçäo)
 
 
Na contramão da queda de 30% das doações de órgãos nos cinco primeiros meses de 2012, na comparação com o ano passado, o Hospital Santo Antônio, em Votorantim, intermediou, neste mês de maio, seu primeiro procedimento de doação de órgãos, sob a direção do diretor clínico, o médico cardiologista e clínico geral dr. Otávio Santos Júnior. Os dados sobre o número de doações, que caiu de 17 para 12, de janeiro até a primeira quinzena de maio, são do SPOT (Serviço de Procura de Órgãos e Tecidos), responsável pela captação no Estado de São Paulo. "Foi um momento muito importante para o Hospital, que trabalhou para que tudo saísse conforme a lei determina, tendo, acima de tudo, respeito pela família que autorizou a doação", conta o médico.

Após a decisão da família, fígado, rins e córnea de um paciente foram doados, em uma operação que contou com a participação de toda a equipe do SPOT, liderada pela enfermeira Simone Thomé. "Conversamos com a família que, mesmo em um momento de dor, decidiu fazer a doação. Uma equipe da Central Estadual de Transplantes veio de São Paulo, fazendo o processo de forma correta e respeitando os familiares", conta Simone.

Para quem conhece o drama da espera na fila de transplantes, sabe bem como é importante esse gesto de solidariedade. L.M.P.B., 47 anos, passou por momentos difíceis desde seu nascimento, por conta de um problema renal. Em fevereiro de 1988, um diagnóstico revelou a perda do rim, trazendo a necessidade de diálise peritoneal (quando um cateter especial introduz, dentro da cavidade abdominal, uma solução aquosa semelhante ao plasma, de quatro em quatro horas, diariamente). Em julho de 1990, após um período marcado por incertezas e angústias, L. recebeu a doação de um rim, ganhando uma nova vida. Dias depois, já saiu do Hospital com uma dieta liberada e sem restrições. "Sempre falo que o rim que ganhei já era meu", comemora. 

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