Notícia publicada na edição de 05/07/2012 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 004 do caderno A
César Santana
programa de estágio
Os moradores do jardim Santo
Antônio 2, em Votorantim, continuam sofrendo com a falta de água no
bairro. A última vez que um caminhão pipa esteve no local para
distribuir o líquido foi na sexta-feira, 29. Desde então, muita gente
tem que procurar soluções alternativas para suprir suas necessidades.
Vivendo uma situação difícil, a dona de casa Lucimara Aparecida Benatti
Barbosa revela que seus filhos, de 5 e 8 anos de idade, tem passado
fome, e que não há água nem mesmo para beber ou cozinhar. "Meus filhos
estão comendo pão na hora do almoço. No período letivo, eles comiam na
escola, mas agora que estão de férias, minha preocupação é grande quanto
à alimentação deles".
Segundo a prefeitura de Votorantim, o local onde fica o bairro não pode
receber ligações de rede de água e esgoto pois pertence ao Grupo
Votorantim, que está com uma ação na Justiça devido à ocupação irregular
da área. Por meio de nota enviada através de sua assessoria de
imprensa, a administração municipal informou que o bairro "está sendo
abastecido pelo caminhão pipa entre duas e três vezes por semana". Ainda
segundo a nota, a concessionária responsável pelo abastecimento, Águas
de Votorantim, informa que existem dois sistemas de fornecimento no
bairro: um por intervenção da rede do cemitério e outro pelo caminhão
pipa, realizado pelo Sistema Autônomo de Água e Esgoto de Votorantim
(Saae).
A nota finaliza informando que a empresa "já deu início ao cadastramento
dos moradores do local, e em breve iniciará a implantação da rede de
água até as casas".
Enquanto a situação não se resolve Lucimara depende de outros recursos.
"Por vezes, aproveitamos a água da chuva até mesmo para beber. A gente
tem que se virar com reservas das caixas de água, mas não dá para usar
por muito tempo porque pode acumular sujeira e bichos", lamenta a dona
de casa.
A falta d"água no jardim Santo Antônio 2 foi noticiada pelo Cruzeiro do
Sul na edição de 2806/2012. Naquela oportunidade, a escassez de água no
bairro já era sentida pelos moradores há uma semana. (Supervisora:
Edileine Ferreira Guimarães)
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