Notícia publicada na edição de 13/01/2013 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 3 do caderno A
Votorantim
Creio que não seja praxe desse
jornal dar direito de tréplica às cartas, mas gostaria de ter direito de
resposta sem ter que recorrer a um advogado para isso, já que meu nome é
citado de forma pejorativa no texto do sr. Paulo Tonche na coluna Do
Leitor de 4/1/13.
O sr. Paulo, que se não engano é ligado de alguma forma à prefeitura de
Votorantim pela área de esportes, me chama de preconceituoso e
desinformado, e incita o leitor a crer que estou contra o povo de
Votorantim.
Pior que para isso usa um texto escancaradamente demagógico, que de fato
chega a ser piegas, tem viés confuso e no final é diametralmente
contraditório ao afirmar que não temos fronteiras e que juntos somos
mais fortes, sendo que ataca a mim, que ataco o separatismo, e defende o
objeto da minha crítica e seus causadores.
Mas como assim não temos fronteiras? Não foi justamente essa a intenção da separação imposta em 63?
intenção não foi declaradamente criar fronteiras fiscais para reter a
arrecadação das fábricas na localidade, que diga-se de passagem eram as
principais fábricas da Sorocaba de então?
Não precisamos nem ir muito longe pra falar de fronteiras, basta lembrar do caso do Esplanada.
Aqueles que votaram pelo "Sim" em 63 tacaram um "dane-se" bem grande
para Sorocaba e decidiram que a arrecadação era deles, e fim de papo.
Portanto sr. Paulo, em nome da união que apregoas, sugiro que volte 50
anos e interrompa aquela passeata, ou então, que pelo menos pare de
fazer textos confusos e de cair em contradição.
Embora não seja do seu menor interesse, informo que conheço sim
Votorantim muitíssimo bem, estou constantemente por ai, tenho parentes e
amigos de monte nesse local, inclusive minha família por lado de pai é
dai, e tenho a idade dessa cidade.
E não, não vejo nem nunca vi distinção nenhuma entre uma rua de lá ou de
cá, uma pessoa de lá ou de cá e até por isso mesmo, nunca vi motivos
reais para tal separação.
E eu não critiquei a cidade de forma alguma, eu critiquei sim os elogios
demagógicos do jornal a um ato separatista, e de quebra critiquei
aqueles que em 63 lideraram a separação desse bairro.
Reitero o que disse, que a emancipação foi fruto da ambição e ganância, e
não preciso conhecer os líderes ou citar seus nomes, pois conheço o ser
humano.
Ou seria possível achar que aqueles líderes visavam outra coisa? Se sim,
o que seria essa outra coisa? Quiseram se separar pensando na paz
mundial ou que todas as pessoas do mundo fossem felizes?
Faça-me o favor.
Sendo assim quero deixar claro que sou um homem de poucos mas declarados
preconceitos, não tendo nenhum contra cidade alguma, mas tenho muito
contra pessoas demagogas.
SILVIO CARLOS CAMOLESI
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