Manoel Peres
Doce é o sono do trabalhador, quer coma pouco, quer muito; mas a fartura do rico não o deixa dormir – Eclesiastes 5:12.
Não ser ávido de riquezas é uma riqueza; não ser perdulário, é uma renda – Cícero.
Riqueza e pobreza não são antônimos, como se costuma pensar, mas se somos tomados por um deles e o fazemos como princípio de nossos atos, aí então, mais do que isso se tornam parte de nosso próprio ser.
Ter mais ou muito ou pouco é só um acidente em nossa existência, tanto que isso pode mudar de uma hora para outra. A questão é: o quanto isso me afeta em meus valores, comportamento e visão de mundo. Se isso não é suficientemente importante em minha vida, então, sou livre para decidir o que realmente quero ser: rico ou pobre.
O homem pobre pode ser feliz, mesmo não tendo muito; o homem rico pode ser miserável, mesmo tendo todo ouro possível. Na verdade, tudo é somente uma questão de como nos relacionamos com o que temos. Se somos seus legítimos herdeiros ou se somos tomados por eles e os servimos cegamente.
Ser rico ou pobre, quando se refere a ter coisas ou possuir bens, não é mais que um conceito e não uma realidade. O rico é aquele que dispõe do bem ou da sua riqueza em benefício pessoal e dos seus; enquanto que o pobre é aquele que serve os seus bens como um fim em si mesmo, escravizando-se para mantê-los.
O pobre ou rico na ausência de bens materiais é quando se entende ou não o fim último que a vida tem, a sua relação com a própria existência, o convívio com os outros pares e a presença maravilhosa de Deus e sua santa Palavra.
Damos um rumo à vida segundo aquilo que valorizamos, segundo aquilo de que fazemos uso. Podemos viver com pouco sem aflição; assim, como podemos viver com muito e perplexos de preocupação.
Rev. Ms. Manoel Peres Sobrinho
O Senhor é o meu pastor e nada me faltará - Salmo 23:1.
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