terça-feira, 22 de outubro de 2013

Auxiliares da educação querem aumento

Notícia publicada na edição de 22/10/13 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 9 do caderno A

Auxiliares de serviços infantis prometem paralisação se aumento salarial não atender expectativas - Fábio Rogério
As auxiliares de Serviços Infantis de Votorantim realizaram, ontem à noite, um protesto pacífico durante a sessão da Câmara Municipal, exigindo aumento de salário da categoria. Elas foram pedir apoio dos vereadores para conseguir um canal de negociação com Prefeitura de Votorantim.

As manifestantes portavam faixas e cartazes com frases como "Salário digno, no mínimo" e "Se a gente parar as Creches não irão funcionar". Elas lotaram o plenário do Legislativo e tiveram apoio dos vereadores que fazem oposição ao prefeito Erinaldo Alves da Silva (PSDB), que criticaram a administração municipal duramente na tribuna.

Segundo a representante das auxiliares de serviços infantis, Luana Coelho de Medeiros Viana, a categoria reivindica mudança da referência padrão 7 para o 11. Ela espera que com a troca passem a receber até R$ 1.400 por mês, diferente dos R$ 930 atuais por 8 horas trabalhadas.

"O edital do concurso para função pedia ensino médio completo, então o salário é o da referência 11. Mas a prefeitura paga o salário da referência 7 que só exige ensino fundamental incompleto. Tá errado, somos da categoria do médio completo", ressalta Luana, comentando que protocolou uma carta na última quinta-feira na administração municipal dando prazo de 15 dias para uma resposta sobre o reajuste. Caso contrário a categoria estuda fazer greve.

A vereadora Fabíola Alves da Silva Pedrico (PSDB), líder do governo na Câmara, disse que três reuniões foram feitas com o prefeito na semana passada, quando ela e outros três vereadores intercederam pelas auxiliares, o que resultou numa posição positiva de Erinaldo.

"Ainda nesta semana vocês terão uma boa notícia de que receberão o reajuste", disse a tucana, evitando falar em valores. Para a reportagem do Cruzeiro do Sul a categoria adiantou que se o reajuste proposto pelo prefeito for abaixo de R$ 1.400 continuarão com o movimento e não descartam a paralisação das atividades.

Durante discussão acalorada do assunto, houve bate-boca entre vereadores. De um lado os vereadores da oposição Marcão e Joãozinho, ambos do PT, e do outro os vereadores da situação Martins de Almeida e Fabíola Alves da Silva Pedrico, ambos do PSDB. Eles discordaram das cobranças feitas a respeito do empenho dos legisladores em ajudar a categoria.

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