César Santana
Sindicato diz que são 220 grevistas; Prefeitura fala em 105 - ERICK PINHEIRO
Cerca de 220 servidores públicos de Votorantim estão em estado de greve desde ontem. O grupo reivindica, além de aumento salarial, a reclassificação nos cargos de motoristas e medidas contra contra desvios de função e promete mobilizar um número maior de pessoas hoje. Durante a manhã e a tarde de ontem, um grupo de funcionários que aderiram ao movimento estiveram reunidos em frente à sede da Secretaria de Serviços Públicos da cidade, na avenida Moacir Oséias Guitte, reivindicando melhorias para a classe com um carro de som. Eles alegam ainda que o prefeito de Votorantim, Erinaldo Alves da Silva (PSDB), não se mostrou aberto a qualquer tipo de negociação, o que teria culminado na adesão à greve. De acordo com o chefe do Executivo municipal, há uma proposta única de aumento salarial que não será revista. Ainda segundo ele, a Prefeitura contabilizava ontem um total de 105 funcionários paralisados.
O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de Votorantim, Isael Clareti, explica que a reivindicação sobre os salários se dá por conta de um reajuste que foi aplicado somente a algumas classes dos trabalhadores municipais, como médicos, auxiliares de serviços infantis e fiscais, entre outras. "O que queremos é que haja um aumento para todas as classes, com exceção das que já foram contempladas. O que está havendo agora é um distanciamento cada vez maior entre as referências dos servidores", protesta. A agremiação e outros representantes da categoria estiveram reunidos com Erinaldo na última quarta-feira, e se mostraram insatisfeitos com a posição do prefeito. "Ele está irredutível e alegou que não negociará", alega Clareti. O presidente da associação disse ainda que ingressará com um ofício junto à Procuradoria do Trabalho para abrir negociação com o Executivo.
O grupo informou que hoje estará novamente reunido em reivindicação pelos objetivos propostos pela greve e passará por diversos setores do poder público a fim de mobilizar mais servidores para a causa. Até ontem, segundo o sindicato dos servidores municipais, funcionários da coleta de lixo, transporte escolar e saúde (ambulâncias) contavam com o mínimo de efetivo previsto em lei 30% em atividade. Até então, outras categorias de prestadores de serviços, como pedreiros e encanadores, também haviam aderido ao movimento. A Prefeitura de Votorantim emprega atualmente um total de 2.200 funcionários públicos.
De acordo com o prefeito Erinaldo, o Executivo tem uma proposta de reajuste salarial para o próximo ano e ela não será negociada. "Minha proposta é de um aumento acima da inflação para todos os que eu puder, mas não será da maneira como eles querem", pondera. Ele afirmou ainda defender o direito à greve dos trabalhadores, mas "não entender" o motivo da manifestação desencadeada ontem. Em relação a reclassificação dos motoristas, Erinaldo afirma estar aberto a conversas. "Não vou me furtar a atender nada que seja absolutamente legal", resume. Já sobre o desvio de função, o prefeito alega que está prevista para 2014 uma "mudança considerável na Prefeitura" envolvendo esse e outros aspectos referentes aos direitos trabalhistas.
"Os trabalhadores paralisados (diferentemente da alegação do sindicato, de 220 grevistas, o Executivo considerava até ontem a adesão de 105 funcionários) representam menos de 5% do funcionalismo. Enquanto a greve não prejudicar a população, tudo bem. Porém, caso isso ocorra, veremos o que a lei nos permite fazer. Tudo vai depender dos próximos acontecimentos", comentou Erinaldo. (Supervisão: Admir Machado)

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