Notícia publicada na edição de 18/01/15 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 004 do caderno A
Apesar dos resultados positivos no município, Izilda aponta fatores que precisam ser melhorados. Ela informa que muitas mulheres iniciam o pré-natal tardiamente. Segundo ela, na cidade, cerca de 85% das gestantes fazem mais de sete consultas durante o pré-natal. "Devem ser no mínimo nove consultas", alerta. Para melhorar os números o município faz divulgações e campanhas informativas falando sobre a importância de iniciar-se o quanto antes o acompanhamento da gravidez. Durante o pré-natal é feito também o acompanhamento das gestantes faltosas. "Quando a mãe não comparece à consulta, para não perdemos contato, fazemos a convocação por carta, por telefone e, se ainda assim, ela não voltar, encaminhamos o caso para o programa Bebê Saudável", diz a secretária.
No programa Bebê Saudável, que tem como principal objetivo fazer o acompanhamento dos recém-nascidos, há uma equipe que vai até as gestantes faltosas e acompanha os casos considerados mais críticos. É a chamada busca ativa pelas gestantes. Por meio do programa os pais recebem orientações sobre os cuidados com os recém-nascidos como alimentação e higiene. Nos casos de gravidez de alto risco, quando as mães têm pressão ou diabetes, por exemplo, o pré-natal é feito por uma equipe de profissionais especialistas nesses casos. As consultas e exames são feitas com mais frequência.
Segundo a secretária, em Votorantim, cerca de 75% das gestantes fazem o pré-natal e o parto pelo Sistema Único de Saúde (SUS). "Todas as crianças já saem da maternidade com a primeira consulta no pediatra agendada. As mães também têm o acompanhamento do puerpério", comenta.
Novos exames e UTI neonatal
Direcionada pelo Comitê Municipal de Avaliação de Mortalidade Materna e Infantil, a Secretaria da Saúde de Votorantim acrescentou novos exames ao pré-natal feito na rede pública. Izilda explica que o Ministério da Saúde não preconiza a realização de exames para investigar a ocorrência de sífilis e infecção urinária durante a gravidez. "O comitê acompanha a política de combate à mortalidade infantil e constatou que a sífilis e a infecção urinária, que são fatores abortivos ou que provocam a prematuridade, são ocorrências significativas entre as gestantes", explicou a secretária. Durante o pré-natal na rede municipal as gestantes farão cada um desses exames pelo menos três vezes. Outra ação da SES de Votorantim é fazer consultas odontológicas às gestantes. Segundo Izilda a cárie também causa nascimentos prematuros ou abortos. Com essas mudanças, adianta Izilda, o objetivo é reduzir as médias da TMI no município que, apesar de ter registrado queda, ainda está acima da média paulista.
Também pensando em reduzir a TMI, Votoratim aguarda a habilitação do hospital municipal "Dr. Lauro Fogaça" para a construção de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal. "Temos um problema com vagas para recém-nascido na região. Se tivermos uma UTI na cidade a questão fica resolvida", afirma a secretária. Para a manutenção da unidade o município espera contar com repasses do governo federal no custeio. O pedido da habilitação foi feito ao Ministério da Saúde mas ainda não há previsões para a resposta. (C.S.)
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