Carolina Santana
Franciele Gonçalves Cunha e os filhos - Divulgação/Secom Votorantim
Mãe de duas crianças, de dois e oito anos, Franciele não esconde a emoção ao falar da nova casa. "Hoje moramos de aluguel aqui na cidade mesmo. Eu estou muito feliz. Já peguei várias caixas e a mudança já está quase toda pronta", comemora. Por enquanto o filho mais velho, Nicolas, vai ficar na mesma escola. "Vou pagar uma van para buscá-lo mas no ano que vem vou tentar a transferência para uma escola mais perto", comenta. O residencial tem 123 moradias, divididas em 118 sobrados e cinco casas térreas, sendo todas elas com cerca de 50 metros quadrados de área construída, contando com garagem, dois dormitórios, banheiro social, sala e cozinha integradas e uma área externa de serviço.
As casas térreas foram escolhidas primeiro, por ordem de sorteio, entre os beneficiários que possuem pessoa com deficiência na família. Como o cadastro só possui quatro famílias nessas condições, a quinta casa térrea ficou disponível na segunda etapa do sorteio para a escolha das demais famílias. A primeira sorteada foi Bruna Rodrigues Pereira, de 25 anos, que atualmente mora no Itapeva com o marido e três filhos, sendo um cadeirante. Satisfeita por poder escolher logo no início, Bruna disse que a família toda está ansiosa para mudar, mas ela só pede a Deus para abençoar que sejam felizes na nova casa. Para os sobrados, a primeira sorteada foi Karen Cristina Lins Pereira, de 22 anos, que faz trabalhos eventuais como babá e mora atualmente na casa do pai. Na Chácara Ondina, ela vai morar apenas com o filho Nicolas, de um ano e cinco meses e deseja vê-lo logo brincando no local.
Serão dez anos para que os mutuários quitem os imóveis, o pagamento é feito junto à Caixa Econômica Federal com parcela mínima de R$ 25. O valor a ser pago é calculado de acordo com a renda familiar. Antes dos sorteios, os beneficiados puderam conhecer os dois modelos de casa do empreendimento. Joyce Merlin da Rocha, de 32 anos, aceitou a sugestão da filha Samanta, de 13 anos, e ficou com a última casa da rua 1. "Assim a gente só vai ter um vizinho e uma vista bonita", justificou a estudante para convencer a mãe. Depois da escolha, as duas correram para conferir a casa.

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