Jornal Cruzeiro do Sul
Jéssica Nascimento
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Rachaduras e vazamentos de esgoto são alguns dos problemas - Erick Pinheiro

Rachaduras em paredes, pisos e revestimento soltos, vazamentos de esgoto, infiltrações e forros caindo são alguns dos problemas enfrentados por parte dos moradores do Residencial Vila Garcia II, localizado na rua Isabel Ferreira Coelho, em Votorantim. Em apenas três meses de uso, as falhas no acabamento de alguns apartamentos já preocupam moradores. Segundo eles, reclamações já foram feitas para a Prefeitura e para a empreiteira responsável pela obra, a JRA Engenharia, mas até agora nada foi resolvido. A empresa, por outro lado, diz que só foi comunicada sobre os problemas por meio do contato da reportagem do Cruzeiro do Sul e que irá solucionar todas as falhas estruturais que sejam de sua responsabilidade. "Esclarecemos desde já que a JRA Empreendimentos e Engenharia sempre se dispôs a atender os condôminos, apenas não foi comunicada dos novos fatos", diz, em nota.
Segundo o subsíndico do residencial, Luiz Carlos Lara, de 42 anos, mais da metade dos apartamentos está com problemas. "Muitas pessoas já reclamaram. Nós já ligamos várias vezes para a empreiteira, mas eles só falam que vão arrumar e não fazem nada. A empresa dá garantia de cinco anos nos apartamentos, mas em cerca de três meses de habitação vários problemas já ocorreram nos imóveis", relata. Alguns moradores estão preocupados com a situação de seus apartamentos, como a estudante Marcela Giovana Luiz, de 17 anos, que mora com a mãe e irmã. No apartamento de Marcela caiu uma parte do forro do banheiro. "Na segunda semana que estávamos morando aqui, percebi que o forro estava estufando, parecendo estar com infiltração. Logo depois disso, começou um vazamento e não demorou muito para cair tudo", conta. Marcela diz que o vazamento é constante e que o local está perigoso.
O banheiro de Marcela não é o único que apresenta este problema. No apartamento da operadora Juelina Queiroz Rodrigues, de 35 anos, o dano foi ainda pior. O vazamento no teto do banheiro derrubou mais da metade do forro. "Tudo começou com uma rachadura. A água começou a vazar constantemente. Quando fui ver o forro já tinha caído", conta. Juelina é deficiente física e tem um tumor no joelho. "O apartamento não é muito apropriado para deficientes. O banheiro não tem piso antiderrapante. Quando tomo banho, fica alagado. É um perigo", destaca.
A dona de casa Jéssica dos Santos Cruz Matilde, de 21 anos, também sofre com o problema de vazamento no banheiro. "O teto fica vazando esgoto do apartamento do andar superior. Eu tenho que colocar cola adesiva para não vazar. O forro já está rachando no meio. Sem contar o mau cheiro que fica", conta. Além da infiltração no banheiro, Jéssica diz que em sua casa há vários pisos soltos. "Conforme você anda, dá para perceber que o chão está oco", relata. Na casa da vendedora Erinalva Caldas Guimarães, de 46 anos, o problema é com os azulejos da cozinha. "Os azulejos estão todos soltos. Mais da metade dos azulejos de uma parede caíram um mês depois que entramos na casa". Erinalva diz que levou um susto. "Eu fui viajar antes do natal, quando cheguei caiu tudo", lamenta.
Além dos problemas com os apartamentos, o residencial apresenta defeitos no salão de festas e em parte da garagem. Segundo o subsíndico, o salão de festas está com infiltração no teto e no chão. Uma parte do forro do local também está caindo. Na garagem, Lara diz que há uma parte afundando.
Na tarde de ontem, a JRA Empreendimentos e Engenharia encaminhou nota informando que seus representantes estiveram no Residencial Vila Garcia II, juntamente com funcionários da Prefeitura de Votorantim, para averiguar quais eram as reclamações dos moradores.
"Diante da lista de serviços pontuados, foi orientado ao subsíndico que a construtora irá solucionar de imediato os problemas que causam risco a moradores (infiltrações e pontos elétricos externos) e, posteriormente, fazer uma análise de todos os itens, selecionando os que foram ocasionados por mau uso (entupimentos causados por roupas e produtos de higiene íntima, lâmpadas substituídas inadequadamente, depredações, alteração da cabeamento de TV e telefone), que não são de responsabilidade da construtora, e os que são de manutenção pós-obra. Após essa analise, será apresentado ao subsíndico os prazos de execução dos referido serviços de responsabilidade da construtora", finaliza nota, assinada por Walter Saad, coordenador de obras.
A Caixa Econômica Federal informa que enviará equipe técnica para averiguar a situação e, se for necessário, acionará a empresa. (Supervisão: Adalberto Vieira)
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