Rafaela Gonçalves
Vitor Rosa, consultor financeiro, fala em postura conservadora - ADIVAL B. PINTO
A média mensal de novas MPEs caiu em todo país. Em 2014 era de 138.562 e este ano está em 4.549. Apesar disso, houve um crescimento de 6% na criação de novas empresas. No ano passado, o Brasil tinha 13.685.301 empreendimentos e neste ano, 13.694.399.
No Estado de São Paulo, o aumento do número de MPEs também foi tímido. Foram criadas, este ano, 2.807 empresas, representando um acréscimo de 3%. A média mensal de 2014 foi de 37.677 e de 2015 é de 1403.
Em cidades vizinhas de Sorocaba, esse crescimento pequeno também foi notado. Em Votorantim, por exemplo, foram abertas apenas seis empresas, o que resulta numa média mensal de três novos investimentos. Já em 2014, a média era de 101. Em Itu, foram registradas 11 novos empreendimentos entre janeiro e fevereiro, representando a média de 5,5%, sendo que em 2014 era de 130.
Por meio da assessoria de imprensa, o gerente regional do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de São Paulo (Sebrae-SP), Carlos Alberto de Freitas, disse que não tem autorização da matriz de São Paulo para comentar o assunto.
Na visão do consultor financeiro Vitor Hugo de Moraes Rosa, a situação econômica do país está complicada e, por isso, os empresários estão cautelosos na hora de investir. "Há um desânimo nos empreendedores, que está gerando uma postura conservadora. Além disso, há uma carga tributária muito alta, que na média é de 35% em relação ao PIB (Produto Interno Bruto). As pessoas estão desestimuladas e, com a postura conservadora, aguardam uma definição da economia para investir", disse.
O presidente da Associação do Centro Expandido de Sorocaba (Aceeso) Hudson Pessini, também fala em cautela. "Quando alguém quer abrir um negócio, essa pessoa conversa com outra e notando o momento de crise, prefere esperar", disse.

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