Flávia Strongolli - ERICK PINHEIRO
Flávia Strongolli nasceu em Votorantim e, aos 17 anos, mudou-se para Curitiba para estudar artes cênicas na Faculdade de Artes do Paraná. Em São Paulo há mais de cinco anos, é uma das idealizadoras da A Má Companhia Provoca. Entre os trabalhos recentes, Flávia interpreta Elis Regina no musical Rita Lee mora ao lado, ainda em turnê pelo Brasil, com apresentação em Salvador no final de julho.
A companhia é paulistana, mas há bastante apresentações em Sorocaba. Existe algum incentivo?
O Sesc é o nosso maior incentivador. Conseguimos estrear os dois espetáculos da companhia pelo Sesc, Os adultos estão na sala e Reality final. As peças estrearam no Sesc Pinheiros e aí a gente seguiu para o interior. Nessa segunda turnê de Os adultos..., o projeto foi contemplado pelo Edital Proac (Programa de Ação Cultural do Governo do Estado de São Paulo). Temos que cumprir apresentação em oito cidades do interior de São Paulo e uma delas, felizmente, é Sorocaba.
A peça debate assuntos contemporâneos. Como ela estreou há dois anos, foi necessária alguma adequação de texto?
Não, o texto continua bem atual. É até engraçado, quando estreamos foi na época daquelas manifestações, que movimentaram todo o Brasil, e parecia que a gente tinha feito por causa disso, mas não, esse texto já foi feito há cinco anos, mas continua superatual.
Você acompanha a cena teatral de Sorocaba e Votorantim?
Acompanho menos do que eu gostaria. Além das ações dos coletivos, gosto muito do trabalho do grupo Katharsis de teatro. O trabalho corporal deles é demais. E é interessante que as pessoas acham que não tem esse tipo de ação nas cidades do interior, e o trabalho deles é impressionante de se ver. O texto, a direção, a qualidade corporal e vocal dos atores. Eu fiquei impressionada.

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