segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Após alergia, Sofia apresenta melhora

Jornal Cruzeiro do Sul

Foto postada na página do facebook, Patrícia lembra do dia dos pais e diz que a melhora de Sofia foi um grande presente - REPRODUÇÃO FACEBOOK

O estado de saúde da menina Sofia Gonçalves de Lacerda apresentou uma pequena melhora. A bebê, de um ano e sete meses, segue internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Jackson Memorial Hospital, em Miami, nos Estados Unidos. A informação consta de postagem feita na manhã deste domingo pela mãe da criança, Patrícia, em sua página na rede social Facebook. “Nossa bonequinha hoje teve uma pequena melhora, graças ao nosso bondoso Deus Jeová, e esta equipe que cuida dela. É de pouco a pouco que ela vai melhorar. Não podemos deixar de acreditar nela”, diz o texto postado. 
Sofia, que passou por um transplante multivisceral, está sob cuidados médicos para se recuperar de uma virose grave provocada por um vírus chamado citomegalovírus (CMV), o mesmo vírus causador da catapora e de herpes.
Na mesma mensagem, Patrícia faz referência à passagem do Dia dos Pais: “Hoje (ontem) é dia dos pais e esta pequena melhora dela foi um grande presente”.
Sofia voltou para a UTI na tarde de quarta-feira, porque estava com dificuldades para respirar e com febre de quarenta graus. Os médicos descobriram o vírus causador da alergia presente na pele da bebê, que apresenta vermelhidão e a reação alérgica.
Ela já havia sido internada no dia 25 de julho por causa dessa alergia na UTI, mas o quadro dela evoluiu bem, sendo transferida para o quarto. No domingo passado, precisou voltar à UTI às pressas porque a bebê conseguiu arrancar o acesso utilizado para a medicação intravenosa. O procedimento foi refeito, demorou cerca de uma hora e Sofia voltou para o quarto. Até então não se tinha conhecimento do CMV. Na segunda-feira, Sofia passou por uma biópsia da pele para que os médicos verificassem se não estaria havendo rejeição da bebê com os novos órgãos. O advogado, que conversou com o médico brasileiro Rodrigo Vianna, responsável pelo transplante multivisceral de Sofia, explicou que o exame mostra, na verdade, se os novos órgãos é que não estão aceitando o corpo de Sofia. A rejeição dos órgãos ocorrem, segundo o médico, em 5% dos casos. A biópsia e outros exames auxiliaram os médicos a identificarem o agente nocivo que está na menina, provocando-lhe os sintomas de alergia.
Enquanto os novos resultados não são conhecidos, a bebê é acompanhada pelo corpo clínico e faz tratamento para combater o citomegalovírus. “Sofia não está nada bem! Agora, vão mudar a medicação, pois o CMV é muito forte. Esse vírus é muito cruel!”, informa. Na segunda-feira, Patrícia de Lacerda, mãe de Sofia, escreveu: “Este vírus tem maltratado a nossa pequena e está por todo o corpo e, talvez, em alguns órgãos, por isso da febre também. A maioria dos transplantados pegam este vírus, em alguns ele se manifesta e em outros não; ele resolveu se manifestar na nossa bonequinha”. A mãe afirma ainda que o vírus é perigoso, especialmente, no caso de Sofia, que está com a imunidade comprometida por conta do transplante.

Síndrome de Berdon

Sofia nasceu com a síndrome de Berdon, uma doença rara que provoca problemas no sistema digestivo e excretor. Depois de praticamente um ano de batalha na Justiça, o advogado Navarro conseguiu fazer com que a União custeasse a cirurgia e todo o tratamento pós-operatório pelo tempo necessário em que Sofia precisar ficar em Miami. Até mesmo, um serviço de homecare foi conseguido, a fim de evitar infecções hospitalares. Após receber alta, Sofia deverá voltar ao apartamento alugado pelos pais dela naquela cidade norte-americana.

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