terça-feira, 25 de agosto de 2015

Em tempos de crise, Estado destina mais de R$ 1 mi a projetos socioassistenciais no Município

Diário de Sorocaba

Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social repassa no total, aos Fundos Municipais da região, R$ 8,2 milhões


Foto: Zaqueu Proença/Secom

Durante a 4º Reunião Ordinária do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Sorocaba, que aconteceu na manhã desta segunda-feira (25) no Parque Tecnológico, no final da avenida Itavuvu, o secretário de Estado do Desenvolvimento Social, Floriano Pesaro, anunciou a liberação de recursos do Fundo Estadual de Assistência Social (FEAS) estimados em R$ 8,2 milhões, repassados diretamente aos Fundos Municipais das 31 cidades que integram a Diretoria Regional de Assistência e Desenvolvimento Social (Drads). Só a cidade-sede de Sorocaba deverá receber até dezembro um valor de R$ 1.659.377,44.

O secretário Floriano Pesaro explicou aos prefeitos, vereadores e demais autoridades presentes que a verba é repassada de acordo com o tamanho de cada município. "É um dinheiro essencial e que vem em um momento crítico, inclusive para as próprias prefeituras. A partir do inicio de setembro, aqueles que não receberam ainda deverão começar a receber. Alguns recursos já estão sendo depositados e os repasses devem ser concluídos até o final do ano, como é o caso de Sorocaba", afirmou ele, ressaltando que esta foi uma determinação do governador Geraldo Alckmin diante da crise econômica atualmente vivenciada pelo País. "Essa situação vem acompanhada do desemprego, o que tem resultado também em uma crise social. Nós temos a impressão de que essa crise ainda vai aumentar, dado que o desemprego esta crescendo. Só no mês de julho foram mais de 57 mil pessoas desempregadas no Estado de São Paulo", acrescentou o secretário.

Pesaro asseverou também que a preocupação do Estado é trabalhar dando suporte às famílias que tendem a ficar em situação de vulnerabilidade social diante do desemprego. "É suporte e um reforço no trabalho que as prefeituras já executam. É um complemento que dá suporte especifico aos Cras e Creas. Um dinheiro que veio em boa hora".

MUITAS DEMANDAS SOCIAIS - O prefeito Antônio Carlos Pannunzio, presente ao ato de liberação de recursos por parte da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social, reconhece que, assim como os outros municípios da região, Sorocaba também tem muitas demandas de natureza social. "São muitas entidades que precisam desse repasse, assim como a própria Prefeitura, que desenvolve diretamente uma atividade de aspecto amplo nessa área social", ressaltou Pannunzio, completando que toda ajuda vinda do Estado para projetos específicos é certamente uma ajuda substancial.

A secretária de Desenvolvimento Social do Município, a vice-prefeira Edith Maria Di Giorgi, também presente ontem cedo no Parque Tecnológico, ressaltou igualmente o atual cenário de crise, que repercute em cortes em projetos sociais da cidade inclusive. "Nós sabemos que a demanda social, tanto na Educação, quanto na Saúde só tende a aumentar. Sorocaba ainda está em uma situação um pouco melhor perto das outras cidades, mas não podemos negar que também estamos em crise e que existe uma dificuldade. Muitos planejamentos para o próximo ano não serão cumpridos. Os cortes estão sendo estudados em cada secretaria, vendo o que é menos prioritário no momento", afirmou, explicando que a Prefeitura local vem buscando o máximo de recursos possíveis para que com os repasses possam ser desenvolvidos projetos essenciais para a população. "Estamos lutando para ampliação dos repasses. Principalmente nós, que somos uma metrópole regional. É preciso que o Estado e a Federação compreendam a importância desse apoio para que a nossa cidade possa cumprir o papel de metrópole e que possa dar sustentabilidade para seus projetos", acrescentou.

Segundo Edith ainda, a intenção agora é racionalizar o uso de recursos, tentando ser mais criativos ao articular o sistema. "Estamos deixando de investir um pouco em atividades para idosos e jovens. Não acabamos com os projetos, mas não conseguimos fazer tudo. Não posso cortar benefícios das pessoas que mais precisam, como é o caso do Cras e aqueles que recebem o Cartão Alimentação, então acabo tendo de cortar atividades de lazer, que também são fundamentais. Temos que conseguir otimizar cada vez mais a maneira de usar os recursos".

Questionada sobre o repasse no valor de R$ 1 mi, a vice-prefeita contou, por outro lado, que o seu destino ainda está sendo estudado. "Estamos traçando um diagnóstico o mais completo possível, usando fontes de dados, para que possamos conseguir estabelecer uma estabilidade. Os recursos devem ser melhor aproveitados, por isso estamos estudando dentro das nossas prioridades", conjecturou.

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