Luciana Lopez
João Cau
Por Werinton Kermes
Mais um candidato de Votorantim teve o registro de candidatura impugnado. Desta vez, a sentença foi para o candidato a vereador João Cau (PSDB). A decisão foi proferida pela juíza eleitoral de Votorantim, Luciana Carone Nucci Eugênio Mahuad, na tarde desta sexta-feira (02)
Além de João Cau, foram impugnadas as candidaturas a vereador de Jaime Rangel (PTN) e Sebastião Aparecido Bernardo (Tião) (PV), do ex-candidato a vice-prefeito Eric Romero (PPS), do candidato a prefeito Jair Cassola (PDT) e aguarda-se a decisão sobre o pedido de impugnação dos candidatos a vereador Pedro Nunes (PDT) e Lázaro Alberto Almeida (Labrego) (PRB).
Os pedidos de impugnações de João Cau, Pedro Nunes, Labrego, Tião, Eric Romero e Jaime Rangel foram apresentados pelo promotor de Justiça Wellington dos Santos Veloso que se baseou na Lei da Ficha Limpa, sob o fundamento de condenação por improbidade administrativa por um processo de quando eles foram vereadores no período de 1997 a 2000. Na ocasião, todos os vereadores em exercício receberam verbas extras de ajuda de custo para combustível e para participar de sessões legislativas, totalizando R$ 1800,00, dividido em três parcelas, após uma decisão da então Mesa Diretora, que se utilizou em uma certidão obtida na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo na qual se baseava o salário dos vereadores como sendo 20 % do salário de um deputado estadual. Tal ato foi considerado pela Justiça como doloso de improbidade administrativa, com lesão ao erário e enriquecimento ilícito, condenando-os com a suspensão dos direitos políticos e inelegibilidade.
Há discórdia, no entanto, sobre a data do julgamento, enquanto a Promotoria e a Justiça consideram o julgamento de 2013, por órgão colegiado, com inelegibilidade de oito anos, os candidatos consideram o ano de 2008.
Já os pedidos de impugnação da candidatura a prefeito de Jair Cassola, baseiam-se na Lei da Ficha Limpa referentes a processos de quando Cassola foi prefeito por dois mandatos.
Dos condenados, apenas Eric Romero foi julgado também em segunda instância, pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e optou por retirar a candidatura, embora tenha recorrido ao Tribunal Superior Eleitoral. Os demais estão apresentando recurso no TRE e prosseguem suas campanhas, inclusive João Cau, que pertence a coligação “Renovação com Ética e responsabilidade”, atualmente é vereador e está em seu sexto mandato.
João Cau defendeu-se afirmando que “A responsabilidade do objeto desse processo é do então presidente da Câmara (1997-2000). Eu não tenho culpa do que aconteceu. Não autorizei esse pagamento e agora sofro a consequência de algo que não sou o culpado”, ressaltou.
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