Jornal Cruzeiro do Sul
Apresentações musicais e performances com seis artistas da região vão celebrar nesta sexta-feira (9) , às 19h, a inauguração do novo espaço do grupo teatral Coletivo Cê, situado na avenida vereador Newton Vieira Soares, 325, no Centro de Votorantim. A entrada é gratuita e aberta a todos os interessados. A festa contará com discotecagem com DJ Luitz Terra e números solos de Paula Cavalciuck, Mya Machado, Ramon Vieira, João Attuy, Janaína Silva e Henrique Ravelli que, ao final, se juntarão para uma jam session. A cerimônia de inauguração também terá presença do prefeito de Votorantim, Erinaldo Alves da Silva (PSDB).
De acordo com o ator Júlio Mello, integrante do Coletivo Cê, além de viabilizar a retomada dos ensaios e pesquisas cênicas do grupo, a nova sede será finalmente usada como Ponto de Cultura, conforme certificação obtida pelo Ministério da Cultura. Com isso, o coletivo passa a receber verba federal para oferta de atividades de formação de público e para compra de materiais e equipamentos de uso permanente, como livros, DVDs e tablets com acesso à internet que ficarão à disposição da comunidade.
Júlio Mello detalha que, a partir de 2017, o coletivo realizará atividades de educação de plateia com alunos da escola municipal Helena Pereira de Moraes. "Serão três anos de trabalho, duas vezes por semana. Um dia a gente faz atividades na escola e no outro os alunos vêm até o espaço", detalha. O novo espaço também sediará quinzenalmente o projeto Cine Arte, que consiste na exibição gratuita de filmes seguidas de bate-papo e bimestralmente receberá a festa cultural Cabiru.
A sede do grupo teatral passa a funcionar em um imóvel público que abrigava o arquivo morto da Prefeitura e foi cedido pela Secretaria de Cultura, Turismo e Lazer (Sectur), em abril depois que o coletivo encerrou as atividades artísticas e culturais que eram realizadas na antiga associação de moradores do bairro da Chave.
A decisão de deixar a antiga sede foi tomada pelo grupo no final de 2015, sob a alegação de que uma parcela de moradores do bairro estaria reivindicando o direito de usar o espaço para festas particulares que não se encaixariam com os princípios artísticos do coletivo. "Depois de um momento turbulento, nós estamos em um ano de recomeço, tanto criativamente quanto espacialmente. E esse novo espaço nos propõe muita coisa e nos dá mais possibilidades de dividir com a comunidade", comenta Mello.
O uso do imóvel é regido por um convênio de cessão de uso, com transferência gratuita de posse pelo período de um ano, podendo ser prorrogado por mais tempo. As reformas no local foram custeadas pela prefeitura, em parceria com o coletivo.


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