domingo, 11 de dezembro de 2016

Consumidores lotam as ruas do Centro

Jornal Cruzeiro do Sul
Fernando Guimarães

Lojas já abrem até mais tarde para as compras de Natal - FÁBIO ROGÉRIO


Os consumidores escolheram a manhã de ontem para ir às compras no Centro de Sorocaba, mesmo com as lojas funcionando até mais tarde. Hoje, algumas lojas do Centro também vão abrir. Desde a Black Friday, quando as lojas registraram bom volume de vendas, o Centro não amanhecia tão movimentado como neste sábado. Desde o dia 1º deste mês, as lojas já podem fechar depois das 18h. Normalmente, estão mantendo as portas abertas até às 22h de segunda a sexta-feira. 

Pelos principais corredores da área central, como ruas da Penha, 7 de Setembro, Padre Luiz, os bulevares e todas as vias ao entorno acomodavam centenas de pessoas. Os estacionamentos estavam abarrotados de veículos, assim como as ruas do Centro. A Associação Comercial de Sorocaba (Acso) aproveitou o movimento e colocou um trenzinho à disposição do público para passear pelas ruas centrais. Artistas de ruas também se misturavam à multidão para defender seu ganha-pão. No lugar de Papai-Noel, palhaços, que distribuíam bexigas para a criançada. Muitas lojas enfeitaram as vitrines com motivos natalinos. Praticamente todas as lojas e vendedores estiveram ocupados a manhã inteira. "Sai um cliente, já encosta outro. Vendi bastante hoje cedo, estamos bem animados", diz a vendedora de uma loja de calçados que mal teve tempo para atender à reportagem. 

Por volta das 11h, muitas pessoas ainda estavam chegando para ver as ofertas nas lojas. Há muitas promoções e até mesmo lojas oferecendo brindes para os clientes. Pelos bulevares, também dividiam espaço vendedores ambulantes, com diversos artigos à venda, assim como promotores de eventos. A fim de atrair público, a Associação das Entidades Participantes da Festa Junina Beneficente de Sorocaba (Afejubes) colocou pessoal no Centro para distribuir panfletos divulgando o evento social Fim de Ano Solidário de Sorocaba, que está sendo realizado no Parque das Águas. 


Segurança 


Com tanta gente na rua, policiais militares estavam posicionados em diversos pontos da área central. Na praça Coronel Fernando Prestes, as crianças divertiam-se com os cachorros do canil da Polícia Militar. Viaturas e policiais a pé eram vistos realizando patrulhamento pelas ruas. Como forma de orientação, policiais distribuíam às pessoas um panfleto com dicas de segurança, como não contar dinheiro em público, andar com a bolsa e sacolas junto do corpo e não se distrair com o celular. "A propósito, carregue o celular no bolso da frente, não no de trás", orientou a reportagem um dos policiais. 

"Nós viemos para passear com as crianças e possivelmente ver os preços e comprar alguma coisa", afirmava o engenheiro eletricista Juliano Calixto de Oliveira, de 35 anos, que disse que, felizmente, na área dele, a crise não afetou tanto. Ele estava acompanhado da esposa Luciane e de três filhos: Guilherme, de 3 anos, e as gêmeas Manoela e Luíza, de 1 anos e 7 meses. O menino e uma das meninas estavam em um daqueles carrinhos duplos, enquanto a outra preferiu caminhar ao lado dos pais e segurando uma bexiga. 

Aliás, bexigas para animar a criançada não faltaram. Palhaços distribuíam bexigas em formatos variados. Como é o caso do palhaço Laranjada. "Eu faço os bichinhos ou outros objetos e dou para as crianças e, se os pais quiserem ajudar, peço uma colaboração", diz Evandro Luís Pereira, de 42 anos, que dá vida ao palhaço e diz-se artista de rua desde 1997. Ele mora em Votorantim. Entre uma loja e outra, muita história podia ser contada. Diante do movimento inesperado de ontem, os vendedores comemoravam e diziam que a expectativa deles melhorou muito para este Natal.

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