Jornal Cruzeiro do Sul
Uma bateria enfeitada de bichinhos de pelúcia: estão lá o Ursinho Pooh, a Peppa Pig, um panda, uma galinha e até a Barbie. "Eles são os convidados", explica Beatriz da Silva Ferreira, mais conhecida como Bibi na Batera. E é dessa bateria que saem sons do AC/DC, Ramones, Metallica, System of a Down, BB King, entre outros. "Eu gosto de rock", explica a dona da bateria, que tem apenas 5 anos e um talento de gente grande.
Devido a sua desenvoltura na bateria, a Bibi tem conquistado diversos fãs com seus vídeos no Facebook (www.facebook.com/bibinabatera) e também em suas apresentações. Sim, ela já participou de audição na escola -- isso com apenas um mês de aula --, já fez participação em apresentações de bandas de adultos e no último sábado foi destaque num encontro de bateristas promovido pelo Studio Mozart. Aliás, já fez até apresentação na calçada em frente a sua casa. A ideia foi dela mesma, de colocar sua "batera" na rua e tocar pra quem tivesse passando. O pai Ailson, grande incentivador da menina, acatou o pedido e Bibi tocou um repertório de 10 músicas ao público que se formou na rua.
Quando questionada pela reportagem sobre o que mais gosta de fazer na vida, Bibi não hesita: "tocar bateria". E dá dicas: "Tem que fazer exercício, olhar para o prato e prestar atenção pra baqueta não cair da mão".
Ailson diz que desde bem pequenininha Bibi já mostrava o quanto gostava de música. Ainda bebê, ela se mostrava alegre e sorria muito ao assistir a desenhos musicais. Lá pelos 4 anos, começou a cantar bastante pela casa, "sempre muito afinadinha".
O primeiro contato com uma bateria ocorreu quando foi com o pai e a mãe Rosangela assistir a um show de rock em Votorantim. Uma moça estava arrumando a bateria e Bibi quis se aproximar. A moça "muito gentil" -- como frisa o pai -- deu a baqueta nas mãos de Bibi, que arriscou os primeiros batuques. "Ela ficou fascinada", frisa o pai. A menina saiu tão encantada pelo instrumento que no outro dia já começou a pedir para o pai: "quero tocar bateria". O jeito foi improvisar com baldes e formas de bolo. "Foi tudo muito espontâneo".
Após treinar bastante, os baldes e formas de alumínio foram substituídos por uma bateria de plástico e depois por essa atual, toda enfeitada de brinquedos, quer dizer, de "convidados", como frisa Bibi.
Com oito meses de aula, a menina está surpreendendo com sua evolução e diz que "não acha difícil" tocar bateria e que fica "muito calma" nas apresentações.
Bibi estuda bateria na parte da manhã e à noite, quando chega em casa, ainda pede para a mãe deixá-la tocar mais um pouquinho.
Nossos aplausos para você, Bibi!

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