quarta-feira, 25 de abril de 2018

Em um mês, Votorantim registra 1.136 casos de conjuntivite

Jornal Cruzeiro do Sul
Ana Cláudia Martins

Colírios são indicados em casos de conjuntivite bacteriana - ERICK PINHEIRO / ARQUIVO JCS (17/06/2013

A cidade de Votorantim, desde março deste ano, registrou 1.136 casos de conjuntivite, informa a Secretaria da Saúde de Votorantim (Sesa). De acordo com o Departamento de Vigilância em Saúde de Votorantim, os casos começaram a ser notificados a partir do dia 20 do mês passado e têm acometido mais adultos e crianças. Já a Sesa acredita que a atual condição climática propicia o desenvolvimento da doença.

Segundo o Ministério da Saúde, a conjuntivite é a inflamação da conjuntiva, membrana transparente e fina que reveste a parte da frente do globo ocular (o branco dos olhos) e o interior das pálpebras. A doença pode afetar um dos olhos ou os dois, em geral dura de uma semana a 15 dias, e não costuma deixar sequelas. A doença pode ser causada por vírus ou por bactérias, sendo contagiosa e pode ser transmitida pelo contato direto das mãos com a secreção ou com objetos contaminados.

A Sesa de Votorantim tem intensificado a orientação à população em relação a prevenção da doença que é registrada em vários bairros da cidade. Para reduzir o número de novos casos de pessoas infectadas, as medidas de higiene como lavar as mãos, separar toalhas e usar lenço de papel, devem ser reforçadas. Outra medida importante é evitar tocar os olhos com a mão suja. E se apresentar algum sintoma da doença procurar atendimento médico.

Segundo o Ministério da Saúde, a conjuntivite também pode ser causada por reações alérgicas a poluentes ou substâncias irritantes (poluição, fumaça, cloro de piscinas, produtos de limpeza ou de maquiagem, etc.).

Entre os principais sintomas estão: olhos vermelhos e lacrimejantes; pálpebras inchadas; sensação de areia ou de ciscos nos olhos; secreção purulenta (conjuntivite bacteriana); secreção esbranquiçada (conjuntivite viral); coceira; fotofobia (dor ao olhar para a luz); visão borrada, e pálpebras grudadas quando a pessoa acorda.

O médico oftalmologista e professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) de Sorocaba, João Edward Soranz Filho, acredita que os casos em Votorantim sejam de conjuntivite viral, devido ao elevado número de casos, já que o contágio se espalha mais rápido nesse caso.

Em relação ao tratamento, o médico afirma que no caso da conjuntivite viral não existem medicamentos específicos. Já, o tratamento da conjuntivite bacteriana inclui a indicação de colírios antibióticos, que devem ser prescritos por um médico", pondera. O oftalmologista também cita alguns cuidados especiais com a higiene para ajudar a controlar o contágio e a evolução da doença. "É fundamental lavar os olhos e fazer compressas com água gelada, que deve ser filtrada e fervida, ou com soro fisiológico comprado em farmácias ou distribuído nos postos de saúde", recomenda.

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