quinta-feira, 19 de abril de 2018

Mulher espera vaga de hemodiálise para fazer cateterismo

Jornal Cruzeiro do Sul
Adriane Mendes
Após sofrer um infarto em 20 de março deste ano, a pensionista Noemi Vieira Pinto, de 51 anos, se encontra impossibilitada de ser submetida a um cateterismo enquanto não fizer sessões de hemodiálise, devido a problema renal. Entretanto, a falta de vaga numa Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em hospital com especialista em nefrologia, vem atrasando o procedimento, e em consequência, seu estado de saúde tem piorado a cada dia. De acordo com familiares, Noemi, cadastrada na Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (Cross), está internada há mais de um mês à espera de vaga, e enquanto isso seu estado de saúde tem piorado. A Central de Regulação alega que busca por vaga e que a paciente está sendo monitorada.

De acordo com Renata Benini Vieira, cunhada de Noemi, devido ao problema renal, a pensionista ficou internada na Santa Casa de Votorantim por 28 dias, até receber alta na manhã do último sábado (14). Mas antes mesmo do meio-dia, ela passou mal e foi levada às pressas à Unidade Pré-Hospitalar (UPH) da zona leste, em Sorocaba, onde permanece à espera de uma vaga em UTI de hospital com serviço de nefrologia para poder fazer a hemodiálise e depois passar por cateterismo.

A cunhada de Noemi também destaca que a paciente já teria sido transferida para atendimento particular, caso a família tivesse condições financeiras, e que conforme o tempo passa a agonia de todos só aumenta. Renata Vieira disse ainda que além do cadastro de Noemi, junto à Central de Regulação de vagas, a família também requereu, à Secretaria de Estado da Saúde, uma vaga para ela num dos três hospitais de Sorocaba que têm a especialidade necessária, que são o Santa Lucinda, o Hospital Regional, e a Santa Casa de Sorocaba.

Cross

Em nota, a Central de Regulação de Vagas e Ofertas de Serviços de Saúde (Cross) informou ontem que assim que recebeu o pedido de leito em clínica médica, iniciou a busca por vaga em serviço de referência para que a paciente seja transferida o mais rápido possível. A Cross ainda afirma que médicos da Central estão monitorando constantemente a evolução de seu quadro de saúde. "Cabe deixar claro que apenas a disponibilidade da vaga para atender ao paciente não basta. É necessário que o paciente apresente condições clínicas de ser transferido, com quadro estável e livre de infecções, por exemplo", termina.


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