terça-feira, 17 de abril de 2018

Ruas próximas ao CHS vão ter Zona Azul

Jornal Cruzeiro do Sul


Um festival de irregularidades pode ser observado na região do Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS) no que se refere às vagas de estacionamento. Veículos permanecem por horas parados em vagas rápidas -- no máximo 15 minutos --, motoristas estacionam em locais destinados a ambulâncias, deficientes e idosos e flanelinhas dominam as imediações. Para tentar resolver o problema, a Urbes - Trânsito e Transporte, informou que até o final do ano implantará vagas rotativas, a chamada Zona Azul, nas vias próximas ao CHS.

A empresa pública informou que priorizará locais de grande circulação para a implantação do sistema de estacionamento. Além do CHS, o Parque Zoológico Municipal Quinzinho de Barros e o Poupatempo de Sorocaba também passarão a contar com Zona Azul. A meta, segundo a Urbes, é atingir um total de 5 mil vagas.

O biomédico Djalma José de Souza, 59 anos, conta que tem uma pessoa da família internada no Hospital Regional de Sorocaba e que, nas últimas semanas, tem circulado de carro pela região do hospital quase que diariamente. Encontrar uma vaga na rua, porém, é um desafio, afirma. "Deveriam tomar uma medida, porque os preços dos estacionamentos por aqui são absurdos e muitas pessoas não podem pagar." Ele afirma que nem se arrisca a estacionar nas vagas rápidas, que necessitam que o pisca-alerta fique ligado, pois em 15 minutos não consegue resolver o que precisa no hospital. "Esse tempo é curto demais e qualquer coisa que precise fazer no CHS demora", relata.

Mensalmente, o aposentado Vanderlei Dias Borges, 68, transporta a nora de Votorantim até o ambulatório médico do CHS. Devidamente identificado como veículo utilizado por pessoa com deficiência, ele conta que dificilmente encontra uma vaga livre. "As pessoas não respeitam e não respeitam porque saem impunes", diz.


O motorista de ambulância do município de Taquarivaí, Roberto Blanco, 65, traz pacientes ao CHS pelo menos duas vezes na semana e afirma que muitas vezes precisa descer da ambulância e abordar motoristas parados nas vagas especiais. "Quando a gente pede, as pessoas até saem, mas deveriam respeitar e nem parar", critica. A importância da vaga destinada aos carros vindos de outros municípios, conta Blanco, é que muitos pacientes estão debilitados e não aguentam percorrer muitos metros caminhando.

Silvia Tozi, 39, trabalha com propaganda médica e trafega pela região do CHS com frequência para visitar clientes. Ela concorda com a implantação de vagas rotativas nas vias e reclama da presença de flanelinhas. "Eu conheço a maioria e não dou dinheiro, mas quem não está acostumado fica à mercê dessas pessoas", afirma.

Com relação aos flanelinhas, a Secretaria da Segurança e Defesa Civil, por meio da Guarda Civil Municipal (GCM), informou em nota que vai aumentar o patrulhamento pela região do CHS e ressaltou a grande importância do auxílio da população nas denúncias anônimas, pelo telefone 153, e a formalização de um Boletim de Ocorrência de extorsão contra essas pessoas que agem como flanelinhas. "Somente dessa forma será possível coibir a prática desse ato irregular na cidade", divulgou a pasta por meio de nota.

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