Por G1 Sorocaba e Jundiaí
Em reunião realizada na manhã desta sexta-feira (27), ficou definido o reajuste salarial de 2,68% em maio e mais 2% em outubro. Dias parados não serão descontados.
Greve dos servidores começou na última quarta-feira (25) (Foto: Jorge Silva/Gazeta de Votorantim/Arquivo)
Chegou ao fim, na manhã desta sexta-feira (27), a greve dos servidores públicos de Votorantim (SP), iniciada na última quarta-feira (25), em busca de um acordo sobre o reajuste salarial dos funcionários.
Após negociações realizadas na prefeitura, a categoria aceitou uma proposta adicional aos índices já oferecidos pelo Executivo, acrescentando mais um aumento em outubro, caso a folha de pagamento esteja dentro dos limites determinados pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
Sendo assim, os servidores municipais terão uma reposição salarial de 2,68% (que leva em conta o índice oficial da inflação acumulada IPCA dos últimos 12 meses), mais 10% de reajuste sobre o vale alimentação, passando o seu maior valor a R$ 511, além de 10% sobre as diárias de viagens.
Como nova proposta apresentada pela prefeitura, em outubro serão aplicados mais 2% de reajuste e o vale alimentação passará ao teto de R$ 535. A reposição será aplicada após a aprovação do projeto de lei pela Câmara, de forma retroativa ao pagamento do mês de maio, feita no quinto dia útil de junho.
Outro item do acordo é o não desconto dos dias parados durante a greve e a revogação das portarias que cessavam a volta dos diretores do sindicato aos seus cargos de origem.
Também ficou definida a realização de reuniões periódicas entre a administração municipal e a diretoria do sindicato para discutir demandas pontuais apresentadas pela categoria, sendo a primeira em maio sobre questões relacionadas aos funcionários da educação.
Funcionamento normal
Durante os dois dias de greve, a prestação dos serviços públicos municipais seguiu normalmente em Votorantim. Nas unidades de saúde, o atendimento foi integral, assim como no Paço Municipal e demais setores.
A coleta de lixo operou com 30% da frota e, por questões de segurança, a Secretaria de Serviços Públicos manteve as máquinas no pátio. Já na rede municipal de ensino, 16% das unidades tiveram o funcionamento afetado, a maioria creches, devido à adesão à greve pelos auxiliares de educação.

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