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Família procura por menina que desapareceu no aeroporto de Madri — Foto: Arquivo pessoal
A mãe da jovem Estela Cristina Romero Vieira, que
desapareceu há uma semana após desembarcar no aeroporto de Madri, na Espanha, disse ao G1 e à TV TEM que a polícia espanhola acredita que a estudante não tem o perfil das vítimas de tráfico de pessoas, mas não descarta um possível sequestro ou cárcere privado.
Estela estava passando as férias com o pai no Brasil e, na última terça-feira (28), embarcou em Guarulhos (SP) com destino ao aeroporto de Barajas-Madri. De lá, ela deveria pegar outro voo para a província de Granada, onde mora com a mãe, mas não chegou a embarcar e, desde então, não foi mais vista.
Segundo a mãe, Cássia Cristina Vieira Pinto,
que viajou a Madri no sábado (1º) para acompanhar as investigações, a jovem não se enquadra no padrão por ter família e, caso fosse vítima de tráfico de pessoas, atrairia a atenção da imprensa.
Na quinta-feira (31), a mulher contou que a polícia da Espanha analisou imagens das câmeras de segurança do aeroporto de Madri e descobriu que, ao invés de pegar o voo para Granada, Estela saiu do local sozinha e entrou em um metrô.
Cássia informou ainda que a polícia sabe que Estela está com algum criminoso, mas ainda não esclareceu as circunstâncias do desaparecimento e o suposto envolvimento de uma máfia no caso. A suspeita, de acordo com a mãe, é de que ela tenha sido manipulada para fugir com esta pessoa e esteja sendo impedida de circular e de se comunicar com a família.
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Estela está desaparecida desde o dia 28 de janeiro, quando embarcou para Madri, na Espanha — Foto: Arquivo pessoal
Mobilização
Na semana passada, a família da jovem de 21 anos, que é de Votorantim (SP), fez uma mobilização nas redes sociais para ajudar nas buscas, e o caso ganhou destaque na imprensa espanhola.
Um grupo espanhol que divulga casos de desaparecimento também compartilhou no Facebook a história da estudante.
O post traz um cartaz com a foto da menina e informações sobre as características físicas dela e as roupas que ela usava quando sumiu: blusa com capuz, calça e tênis pretos.
O G1 teve a acesso a prints de conversas entre a mãe e a filha antes do desaparecimento. Aparentemente normal, o diálogo mostra que as duas combinavam a chegada na Espanha. Em determinado momento, as mensagens pararam de ser enviadas (veja abaixo).
𝐀𝐋𝐄𝐑𝐓𝐀 𝐃𝐄𝐒𝐀𝐏𝐀𝐑𝐄𝐂𝐈𝐃𝐎
✔@sosdesaparecido
DESAPARECIDA
#Desaparecidos #sosdesaparecidos #Missing #España #Madrid #Aeropuerto
Suposto aliciamento
Uma tia da jovem, Catia Cilene, disse que Estela é fã do estilo de música coreano conhecido como k-pop e estava em dezenas de grupos nas redes sociais que falam sobre o assunto. De acordo com ela, a sobrinha teria sido aliciada por coreanos.
A mãe explicou que, em setembro de 2019,
a menina teria recebido uma proposta de um homem para trabalhar como maquiadora de um grupo de k-pop em Seul, capital da Coreia do Sul.
Apesar de não ter aceitado, ela continuou conversando com o rapaz pela internet e pode ter se envolvido emocionalmente. Ainda segundo Cássia, uma amiga de Estela contou que a jovem disse que estava sofrendo psicologicamente com a situação.
"Eu tirei print de todas as conversas e fiz uma denúncia. O pai dela chegou a vir do Brasil para a Espanha para conversar com ela e evitar que ela aceitasse esse emprego, porque o que ela queria era trabalhar de maquiadora na Coreia, acreditando que era para um grupo de k-pop, mas era mentira. Essa pessoa nem coreana é, provavelmente é uma pessoa que vive na Inglaterra mesmo", explica a mãe.
O consulado do Brasil em Madri disse que está averiguando o caso e que, em respeito à privacidade dos envolvidos, o Itamaraty não vai passar informações.
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Prints mostram conversa entre mãe e jovem sumida na Espanha — Foto: Reprodução/WhatsApp