Com licitação definida, finalmente prisão feminina de Votorantim será erguida
Mayco Geretti
Agência BOM DIA
Com licitação definida, finalmente prisão feminina de Votorantim será erguida
Foto: Assis Cavalcante/Agência BOM DIA
Está para chegar ao fim uma das maiores novelas referentes à segurança na região de Sorocaba. A assessoria de comunicação da SAP (Secretaria de Administração Penitenciária) confirma que começa em agosto a obra de construção do novo presídio feminino de Votorantim, que substituirá a deteriorada e superlotada cadeia que fica no Centro da cidade.
No dia 9 de julho foram divulgados no “Diário Oficial” os nomes das empresas contratadas para o empreitada. A MVG Engenharia e Construção Ltda. é a responsável pela execução de obras e serviços de engenharia. O valor do contrato é de R$ 49,6 milhões. Já a CPOS (Companhia Paulista de Obras e Serviços) receberá R$ 941 mil por serviços especializados de engenharia.
Em novembro de 2005 o BOM DIA noticiou que Votorantim ganharia o Centro de Detenção Provisória Feminina, mas trocas de governo, de secretários e de metas para a SAP, além da impugnação no processo de pré-qualificação das empresas participantes da licitação, atrasaram a obra em quase cinco anos.
Estrutura
O novo presídio, que ficará em uma área de quatro alqueires no Km 105,5 da rodovia Raimundo Antunes Soares (SP-79), que liga Votorantim e Piedade, terá, segundo o projeto, capacidade para 768 presas.
O modelo terá berçário, espaço para que presas lactantes amamentem seus filhos e até creche para crianças que visitarem suas mães. O novo modelo também acabará com as revistas de visitantes, limitando a fiscalização às presas.
Nova prisão colocará fim em ‘aberração’
Campeã de impopularidade. É difícil achar um único votorantinense que aprove a localização da atual cadeia da cidade, que fica no Centro e já foi palco de fugas e rebeliões.
“Já sofri muito por essa cadeia. Por mais de uma vez vi presas pulando no meu quintal para fugir após terem escalado as muralhas desta aberração”, diz a doméstica Vera Luz, que mora próxima à cadeia.
Construída para abrigar 48 detentas, a unidade já chegou a ter mais de 200 presas encarceradas. No ano passado foram removidas para penitenciárias todas as presas já sentenciadas, baixando a população para níveis que oscilam entre 130, 140 detentas.
Comportando mais que o triplo de sua capacidade, a cadeia mantém as mulheres em celas danificadas por infiltrações e pela ação do tempo. Além dos problemas estruturais, a tensão é presente, já que na unidade há um domínio de presas do PCC (Primeiro Comando da Capital) e em antigos alojamentos da área administrativa são mantidas detentas de facções rivais ameaçadas de morte.

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