quarta-feira, 28 de julho de 2010

Obras de presídio estão liberadas para começar

Com licitação definida, finalmente prisão feminina de Votorantim será erguida

Mayco Geretti
Agência BOM DIA



Com licitação definida, finalmente prisão feminina de Votorantim será erguida
Foto: Assis Cavalcante/Agência BOM DIA


Está para chegar ao fim uma das maiores novelas referentes à segurança na região de Sorocaba. A assessoria de comunicação da SAP (Secretaria de Administração Penitenciária) confirma que começa em agosto a obra de construção do novo presídio feminino de Votorantim, que substituirá a deteriorada e superlotada cadeia que fica no Centro da cidade.
No dia 9 de julho foram divulgados no “Diário Oficial” os nomes das empresas contratadas para o empreitada. A MVG Engenharia e Construção Ltda. é a responsável pela execução de obras e serviços de engenharia. O valor do contrato é de R$ 49,6 milhões. Já a CPOS (Companhia Paulista de Obras e Serviços) receberá R$ 941 mil por serviços especializados de engenharia.
Em novembro de 2005 o BOM DIA noticiou que Votorantim ganharia o Centro de Detenção Provisória Feminina, mas trocas de governo, de secretários e de metas para a SAP, além da impugnação no processo de pré-qualificação das empresas participantes da licitação, atrasaram a obra em quase cinco anos.
Estrutura

O novo presídio, que ficará em uma área de quatro alqueires no Km 105,5 da rodovia Raimundo Antunes Soares (SP-79), que liga Votorantim e Piedade, terá, segundo o projeto, capacidade para 768 presas.
O modelo terá berçário, espaço para que presas lactantes amamentem seus filhos e até creche para crianças que visitarem suas mães. O novo modelo também acabará com as revistas de visitantes, limitando a fiscalização às presas.
Nova prisão colocará fim em ‘aberração’

Campeã de impopularidade. É difícil achar um único votorantinense que aprove a localização da atual cadeia da cidade, que fica no Centro e já foi palco de fugas e rebeliões.
“Já sofri muito por essa cadeia. Por mais de uma vez vi presas pulando no meu quintal para fugir após terem escalado as muralhas desta aberração”, diz a doméstica Vera Luz, que mora próxima à cadeia.
Construída para abrigar 48 detentas, a unidade já chegou a ter mais de 200 presas encarceradas. No ano passado foram removidas para penitenciárias todas as presas já sentenciadas, baixando a população para níveis que oscilam entre 130, 140 detentas.
Comportando mais que o triplo de sua capacidade, a cadeia mantém as mulheres em celas danificadas por infiltrações e pela ação do tempo. Além dos problemas estruturais, a tensão é presente, já que na unidade há um domínio de presas do PCC (Primeiro Comando da Capital) e em antigos alojamentos da área administrativa são mantidas detentas de facções rivais ameaçadas de morte.

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