Amigos Bizarros do Ricardinho,
de Porto Alegre, levou na categoria ficção
Considerada acima do que se esperava pelo curador Marcelo Domingues, a sétima edição do CineFest Votorantim foi encerrada no último domingo com homenagens e entrega dos prêmios. Os vencedores desta edição foram: Amigos Bizarros do Ricardinho, de Augusto Canini (Porto Alegre/RS), na categoria ficção; O Acaso e a Borboleta, da dupla de diretores Tiago Américo e Fernanda Corrêa (Curitiba/PR), na categoria animação; O Som do Tempo, de Petrus Cariry (Fortaleza/CE), no gênero documentário; O Velho e a Lagoa, de Márcio Nascimento (Maceió/AL), no gênero ambiental; Vincent - Vida e Simplicidade, de Cleber e Fernando Avancini, Rafael Esperanza e Yuri Ledesma (Sorocaba/SP), na categoria Regional; e Loucos, Lunáticos e Extraterrestre, de Antônio Donato e Augusto Torrine (Sorocaba/SP), por voto popular.
Além da premiação, o encerramento foi marcado também pela homenagem a três personalidades de Votorantim: o pesquisador e cinéfilo Nélson Toledo; o produtor cinematográfico Roberto Galli; e o desenhista e colecionador de cinema, Wilson Campos. Para cada um deles, o Núcleo de Audiovisual de Votorantim produziu um curta contando a história de cada personagem.
O diferencial
A participação de convidados famosos como o músico Oswaldo Montenegro, que dirigiu seu primeiro longa, Léo e Bia, o cineasta carioca Roberto Santucci, que veio mostrar o inédito Sequestro Relâmpago, e o ator Matheus Nachtergaele, que trouxe A Festa da Menina Morta, sua estreia atrás das câmeras, foram para Domingues o grande diferencial dessa edição e responsável pelo bom público em todos os dias da mostra. Antes sentia falta da presença de público de cinema da região, e dessa vez vi todo mundo, comentou o curador. Ele concluiu ainda que, mais do que puxar o público que gosta de cinema, foi importante a presença dos famosos pois trouxe outro tipo de público para vê-los. O pessoal que assiste novela mas não é chegado em cinema foi para ver o Matheus Nachtergaele mas empurramos filmes diferentes também. Isso cria público, explicou Domingues.
Além dos nomes conhecidos, Domingues destacou nessa edição ainda o total de trabalhos enviados, cerca de 500, a boa qualidade e as mostras paralelas que ocorreram em diversos locais como bairros periféricos, Cadeia Feminina de Votorantim, Bosque, entre outros locais, com filmes sempre temáticos, de acordo com a realidade de cada lugar. No momento, Domingues está desconstruindo essa edição para então, começar a pensar na próxima, que já deve abrir as inscrições em junho de 2011.

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