Mayco Geretti
Agência BOM DIA
Acusado de assaltos tenta agredir jornalistas durante ataque de raiva em delegacia. Tudo porque não queria ter a imagem veiculada na imprensa e, assim, ser reconhecido por outras vítimas
Alandelon da Silva Souza foi apresentado nesta sexta à imprensa na Delegacia de Investigações Gerais, mas já estava preso desde 13 de abril
Assis Cavalcante/Agência BOM DIA
Foi dando chutes contra fotógrafos e cinegrafistas que Alandelon da Silva Souza, 32 anos, tentou impedir na manhã desta sexta-feira que a imprensa captasse sua imagem. Com a divulgação, a polícia acredita que muitas vítimas de assalto o reconhecerão por crimes praticados em Sorocaba.
Segundo a polícia, Alandelon agia nas regiões do Jardim Iguatemi e no Jardim Saira, onde, em 23 de março, rendeu um empresário de 27 anos que estava em sua casa, na Alameda Jundiaí.
O primo da vítima também foi rendido pelo acusado, que afirmava possuir uma arma de fogo sob as vestes e disse que eles “levariam bala” caso reagissem.
Ao perceber que Alandelon possuia apenas um gargalo de vidro quebrado como arma, no entanto, as vítimas partiram para o ataque e o agrediram com socos e chutes.
O acusado cortou o empresário no pescoço e saiu correndo para a rua, onde um vendedor e sua família passavam em um automóvel. Usando o mesmo gargalo de vidro, Alandelon ordenou que as vítimas saíssem do veículo e o roubou, abandonando-o pouco depois.
Shorts incriminador
As investigações levaram os policiais da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Sorocaba até a casa de Alandelon, na Vila Garcia, em Votorantim, onde ele foi preso sem oferecer resistência.
Levado à delegacia com a mesma roupa que vestia na hora da prisão, o acusado foi reconhecido pelas vítimas. Uma delas, inclusive, identificou o shorts vestido por Alandelon como sendo um dos objetos roubados no dia 23.
O atestado de antecedentes do rapaz mostra que ele é um criminoso de carreira. Em sua ficha existem sete assaltos, sendo o primeiro deles praticado em 1997. Ele já esteve preso na Penitenciária de Iperó.
Segundo o delegado José Humberto Urban Filho, o temor do acusado em relação às fotografias e filmagens feitas pela imprensa é justificável. “Acusados com esse perfil se mantêm à base de roubos. Ele já está identificado por dois crimes, mas temos a convicção de que cometeu vários outros”, alega. “Com sua imagem sendo publicada nos jornais e sendo mostrada pelas emissoras de televisão, outras vítimas o identificarão”, diz.
Segundo o delegado, muitas vítimas de crimes praticados mediante o uso de violência só se sentem confortáveis e seguras para denunciar bandidos quando sabem que eles já estão presos e sem chance de tramarem represálias.
Denuncie!
Se você souber de outros crimes praticados pelo acusado, ligue 181

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