sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Blitze já fecharam 135 bares irregulares

 Notícia publicada na edição de 16/09/2011 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 8 do caderno A 
Samira Galli
Um dos objetivos é inibir o tráfico de drogas - Por: Arquivo JCS/Fábio Rogério
Em dez meses, as blitze realizadas nos bares de Votorantim pela Secretaria de Segurança Comunitária Trânsito e Transporte (Sesec) visitou 162 estabelecimentos e fechou 135, autuando-os. Destes, apenas 32 permanecem fechados, os demais regularizaram a situação perante a Prefeitura Municipal. O projeto de fiscalização completa um ano em outubro e deverá ser contínuo em toda a gestão.

De acordo com o prefeito Carlos Augusto Pivetta (PT), a principal função do projeto é combater a criminalidade de forma preventiva. "Mais do que virar um flagrante, a intenção é mostrar que a Segurança Pública, seja Polícia Militar ou do muncípio, está atenta ao que está acontecendo", destaca.
O segundo ponto mais importante é trazer para a formalidade os estabelecimentos que estavam totalmente informais, por falta de alvarás de funcionamento ou inscrição municipal. Para o titular da Sesec, Claudinei Fernando de Paula Ribeiro, as blitze só surtem efeito devido ao retorno das equipes nos estabelecimentos visitados. "Com uma programação contínua e constante, os resultados são mais eficazes", diz.

Outro foco do projeto é inibir o tráfico de drogas e prostituição em bares de fachada que operam eventualmente com essa finalidade. "Ao mesmo tempo, serve de parâmetro para a clientela. Se um pai de família vai num lugar onde há visita policial todos os dias, é porque tem alguma coisa errada", ressalta Pivetta.

As blitze são quinzenais e acontecem em parceria com o setor de Fiscalização de Posturas da Secretaria de Finanças e da Vigilância Sanitária, além do apoio da Polícia Militar, que disponibiliza efetivo e cerca de cinco viaturas em média para cada operação, que visita aproximadamente 16 bares.

Os estabelecimentos que são notificados por falta de alvarás de funcionamento permanecem fechados até a regularização da documentação. Nos demais casos - e mais graves -, os bares são lacrados. Os locais visitados são alvo de denúncias sigilosas junto ao Serviço Integrado de Informação ao Cidadão (Siic). "Os bairros com maior índice de violência são os mais focados", conta Ribeiro.

A última blitz aconteceu no dia 2 de setembro e fechou 11 dos 16 estabelecimentos visitados nos bairros Jardim Novo Mundo, Jardim Serrano II, Bairro Vossoroca, Santos Dumont, Jardim Primavera, Bairro Green Valley, Bairro Curtume, Vila Nova Votorantim e Bairro Pró-Morar. Os outros cinco já estavam com a situação regularizada junto à Secretaria de Finanças por terem sido notificados em blitz anterior.

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