Milton, pai de uma das vítimas - Por: Arquivo JCS/Bruno Cecim
Para familiares dos cinco jovens assassinados na chacina de Votorantim, o julgamento do último acusado, gera ambiguidade. Enquanto um sentimento traz de volta toda a tristeza vivenciada naquele trágica noite, também representa a possibilidade de paz de espírito. Um grupo de 30 pessoas, entre familiares e amigos das vítimas, vai acompanhar o julgamento hoje.
Pai de uma das vítimas, da estudante Jhosely Lopes dos Santos, de 15 anos, Milton Vieira dos Santos, descreveu que apesar do último julgamento significar um sentimento de paz, com a possibilidade de ver a justiça sendo feita, não há também como não trazer toda a sensação de tristeza à tona. "Mexe tudo de novo, por mais que a gente não queria, a lembrança fica presente", explicou.
Vieira citou ainda que ficou indignado com a decisão do desaforamento, da transferência do julgamento para São Roque, tendo em vista que o crime foi praticado em Votorantim. Para ele, no caso de Maninho, diferentemente do caso de Jair "Punk", há evidências de sua participação no crime, inclusive de algumas testemunhas, no caso dos sobreviventes, que chegaram a reconhecê-lo como um dos autores dos disparos. "Ele conseguiu muito tempo, já que recorreu da decisão de levá-lo a júri popular. Só que esperamos a condenação, justamente para trazer uma paz necessária", frisou.
As famílias estarão no Fórum de São Roque com camisetas confeccionadas para ocasião, com a foto de seus filhos estampadas. (W.G.J)

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