sexta-feira, 2 de março de 2012

ITUPARARANGA - Fotógrafo Adriano Ávila revela histórias entorno da represa

 Notícia publicada na edição de 02/03/2012 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 004 do caderno C

 O músico Nilson Antunes e Adriano Ávilla e em mais uma expedição por Itupararanga - Por: ADIVAL B. PINTO
Resultado de um trabalho que consumiu cinco anos, a mostra sobre a represa de Itupararanga que o fotógrafo Adriano Ávila, de Alumínio, monta em Votorantim este mês (a data está para ser confirmada) dentro das programações do Dia Mundial da Água, revela, também, um lado curioso do manancial. Itupararanga passa por oito municípios e, ao longo dos seus quase 200 quilômetros de extensão, apresenta mais do que a beleza natural.

A exposição reúne, assim, imagens de pessoas, de lugares, de animais. Imagens que contam histórias. Adriano pretende dar ao trabalho a forma de livro e quer inscrever o projeto em edital de incentivo cultural. O acervo contabiliza mais de mil fotos. "Terei, claro, de selecionar um número menor, mas quero extrair o melhor daquilo que foi reunido." A mostra aproveita o mote da passagem do centenário da represa, comemorado em 2011. Na verdade, as obras começaram em 1911, mas a conclusão ocorreu em 1914.

Itupararanga teve origem nos cânions do rio Sorocaba. As quedas de até 60 metros de altura deram vez a uma barragem de quase meio quilometro de comprimento e 38 metros de altura, que inundou 192 km de margem em uma área de 936 km2. Foi, posteriormente, comprada pelo Grupo Votorantim e hoje fornece energia elétrica apenas para as indústrias do conglomerado. Sua água, no entanto, abastece oito cidades, e é utilizada também para irrigação de lavouras às suas margens, atividade muitas vezes nociva a seu ecossistema.

Adriano procurou trabalhar, além dos aspectos naturais, a essência dos que vivem no entorno da represa. "Convivi, nesse tempo, com gente que possui vivências muito ricas, caso do senhor Mário Pereira Maciel, espécie de defensor das matas, que transformou uma área num verdadeiro paraíso, trabalhando com práticas sustentáveis." O trabalho inclui, ainda, parte da fauna que habita as matas. Desde insetos, a animais de maior porte, a exposição conseguiu abarcar exemplares raros.

"Minha intenção é reforçar a necessidade de preservação. Não é um discurso proveniente dos eco-chatos, como injustamente são chamados aqueles que batalham para manter a natureza intacta. Itupararanga tem um potencial enorme de recursos, de possibilidades. Mas é preciso que todos assumam o compromisso de evitar que ela sofra os efeitos da degradação. É um paraíso que precisa ser tratado com respeito." (José Antônio Rosa)

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