Gazeta de Votorantim
Benjamim Pesce
Essa
é a opinião de Valtencir Nogueira Batista, um dos primeiros moradores do Parque
São João
Por: Benjamim Pesce
Um dos primeiros residentes foi Valtencir Nogueira Batista, 39 anos. “Preto”, como é conhecido, foi sorteado pela prefeitura quando distribuíram os terrenos na gestão do ex-prefeito Jair Cassola. “Foi logo na primeira etapa. Aqui era CDHU. Pegamos o financiamento para fazer a casinha pela Caixa. Nos anos seguintes saíram mais duas fases. Veio gente de todos os cantos da cidade, principalmente da Vila Nova e do Rio Acima. Hoje temos tudo o que precisamos. Contamos com padaria, mercado, escola, lanchonete e pizzaria”, conta.
O motivo para esta rápida expansão seria a boa localização, já que o bairro está na beira da SP-79. “Estamos virando uma zona industrial. Temos diversos barracões espalhados nas primeiras ruas. Temos um depósito de bananas e uma empresa que presta serviço para a Votoran. O bom é que acaba também gerando empregos. Aqui é de fácil acesso para todos. Estamos em um ponto privilegiado. Seremos, em breve, um dos melhores bairros de Votorantim”, afirma Preto.
Segundo o morador, não há criminalidade no local. “Tem pessoas que vem de Sorocaba e ficam espantadas. Aqui é sossegado porque é um bairro familiar. No começo, não tínhamos muro. Conversávamos com os vizinhos de porta aberta. Somos todos amigos. Só me recordo de duas mortes aqui no Parque São João, sendo que uma das vítimas nem morava no bairro”.
Reivindicações
Uma antiga reivindicação é a construção de uma passarela, para que as pessoas possam atravessar a SP-79 com segurança. Outra necessidade é o término da construção da creche do bairro, cuja obra estaria parada. “Também gostaríamos que recapeassem as ruas, já que todas estão esburacadas e queremos a construção de uma unidade básica de saúde, pois quando precisamos, temos que ir ao Itapeva. A UBS fica aberta só até às 18 horas”, explica Batista.
Dia das crianças
Tradicional no bairro, a festa de dia das crianças pode ser cancelada neste ano se não aumentar o número de apoiadores. “Há cinco anos organizamos esta festa. No ano passado foi bem complicado, já que não tivemos o apoio necessário. Tivemos que colocar dinheiro do bolso. Doamos 2500 lanches, refrigerantes e alugamos 15 brinquedos infláveis. Agora com essa obrigação de alvará, ficará mais difícil ainda. No dia, passam até 700 pessoas por aqui. Se for da mesma maneira que no ano passado, não tem como realizarmos em 2013. Dá pena das crianças, já que elas aguardam ansiosamente por este dia”, diz.
Lanche de 1,2 quilos
Preto é proprietário da mais tradicional lanchonete do bairro. Segundo o dono, o lanche mais procurado é o X-Tudo, que com todos os ingredientes, chega a pesar 1,2 quilo. “O começo foi complicado. Não tinha tanto movimento. Depois que fiz uma parceria com uma padaria, tudo melhorou. O pão passou a ser maior e aumentou a clientela. O lanche mais procurado é o X-Tudo. Coloco tudo o que tem direito. Depois de pronto, o lanche pesa 1,2 quilo. De uns 50 que tentam comer, só 20 conseguem terminar. Graças a Deus, hoje a lanchonete é o ponto de encontro do bairro”.
Horta do bairro
Responsável por uma horta no bairro, Odila Vitor Robes, 62 anos, mora também no Parque São João desde o começo do bairro e diz que não trocaria o local por nenhum outro. “Gosto demais de morar neste bairro. É muito sossegado, tranquilo. No Parque São João, criei meus quatros filhos, os quais continuam morando aqui. Cuido de uma horta e vendo verdura pelo bairro. Assim tiro meu sustento”, conta Odila.
Adolescentes
aproveitam as ruas tranquilas para se divertirem
Por: Benjamim Pesce


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