Notícia publicada na edição de 16/07/13 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 9 do caderno A
Wilson Gonçalves Júnior
Executivo espera realização de estudo para apontar os trechos prioritários
Faz quatro anos e sete meses que o
município de Votorantim não aplica uma multa de trânsito por radar. O
contrato do município com a empresa Splice venceu em novembro de 2008 e
todos os editais abertos, no governo do ex-prefeito Carlos Augusto
Pivetta (PT), foram impugnados pelo Tribunal de Contas do Estado
(TCE/SP), em representações feitas por empresas participantes.
Entretanto, o governo atual, do prefeito Erinaldo Alves da Silva,
afirmou que os radares não devem operar ainda este ano, já que a
Segurança Comunitária, Trânsito e Transporte (Sesec) irá realizar um
estudo para apontar as ruas e avenidas que irão receber o dispositivo de
redução de velocidade, antes da realização do processo licitatório para
contratação de nova empresa.
No contrato passado, Votorantim possuía 17 radares entre móveis e fixos e
os editais passados previam a implantação de outros noves equipamentos.
O secretário da Segurança Comunitária, Trânsito e Transporte (Sesec),
Milton Moreira, disse ontem que os editais de licitação abertos na
administração passada foram questionados pelos concorrentes e até o
final da administração não houve a contratação de empresa de radares.
Foram feitas quatro impugnações da concorrência no Tribunal de Contas do
Estado (TCE/SP).
Moreira disse que já conversou com o prefeito Erinaldo Alves da Silva
(PSDB) sobre o assunto e definiu que o município vai optar pelo radar
móvel. Ele enfatizou, no entanto, que antes da abertura da licitação e
da contratação da empresa, será necessário realizar um estudo para
apurar os pontos críticos da cidade e as ruas e avenidas que receberão
os radares. "Vamos ver as ruas que precisam mesmo de radar e temos muito
pedidos de lombada por causa do excesso de velocidade. Se nós tivermos
uma fiscalização efetiva, tanto pela Guarda Municipal como pela Polícia
Militar, aliada ao apoio técnico do radar, a fiscalização diminuiu
bastante a incidência de velocidade alta. Paralelamente a isso, nós
precisamos também ter a educação de trânsito e constantemente fazer a
orientação."
Diante da necessidade do estudo e da realização da licitação, os radares
de Votorantim deve começar a funcionar somente no ano que vem. Moreira
acredita que o número de multas dentro do limites do município irá
aumentar em 30% com o funcionamento dos dispositivos. Ele rebateu a
informação de que a arrecadação de recursos é o objetivo principal do
poder público, com a instalação dos radares e disse que os equipamentos
visam coibir o excesso de velocidade nas ruas e avenidas do município.
"As pessoas pensam que é a arrecadação da multa e não é isso. O objetivo
principal é que as pessoas diminuam a velocidade e que passem pelos
locais naquela velocidade pré-determinada. O objetivo da multa é educar
as pessoas para que elas passem naquela velocidade, tanto é que onde tem
radar eles passam naquela velocidade", explicou.
Multas
Recentemente, em matéria publicada pelo jornal Cruzeiro do Sul,
Votorantim teve um acréscimo de 26,82% no número de multas em dois
meses. O crescimento ocorreu em virtude da atuação da Guarda Civil
Municipal (GCM) no trânsito de Votorantim, já que antes apenas a Polícia
Militar (PM) fazia fiscalização no município.
População
Ouvidos na tarde de ontem, na avenida 31 de Março, votorantinenses até
concordam com a implantação de radares, mas levando em consideração
algumas ressalvas.
O construtor Valdir Carlos, de 42 anos, é favorável a aplicação das
multas pelos radares e entende que o motorista só irá diminuir a
velocidade se pesar no bolso. Ele argumenta, no entanto, que o valor
arrecadado com as multas precisa ser investido nas melhorias do
trânsito. "Não adianta multar e o dinheiro não for aplicado
corretamente."
O operador de máquinas Elias Patrocínio, de 57 anos, acredita que os
radares realmente atuam para coibir os excessos. Ele, entretanto, fez
uma ressalva, de que os radares sejam instalados em locais realmente
necessários. "Já tomei multa ali na avenida Gisele Constantino e achava
que o radar ali não era necessário. Na minha opinião, ali não tinha
nenhuma precisão."



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