terça-feira, 16 de julho de 2013

Prefeito Erinaldo descarta volta dos radares neste ano

Notícia publicada na edição de 16/07/13 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 9 do caderno A
Wilson Gonçalves Júnior
 
Executivo espera realização de estudo para apontar os trechos prioritários


 



Faz quatro anos e sete meses que o município de Votorantim não aplica uma multa de trânsito por radar. O contrato do município com a empresa Splice venceu em novembro de 2008 e todos os editais abertos, no governo do ex-prefeito Carlos Augusto Pivetta (PT), foram impugnados pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE/SP), em representações feitas por empresas participantes. Entretanto, o governo atual, do prefeito Erinaldo Alves da Silva, afirmou que os radares não devem operar ainda este ano, já que a Segurança Comunitária, Trânsito e Transporte (Sesec) irá realizar um estudo para apontar as ruas e avenidas que irão receber o dispositivo de redução de velocidade, antes da realização do processo licitatório para contratação de nova empresa.

No contrato passado, Votorantim possuía 17 radares entre móveis e fixos e os editais passados previam a implantação de outros noves equipamentos. O secretário da Segurança Comunitária, Trânsito e Transporte (Sesec), Milton Moreira, disse ontem que os editais de licitação abertos na administração passada foram questionados pelos concorrentes e até o final da administração não houve a contratação de empresa de radares. Foram feitas quatro impugnações da concorrência no Tribunal de Contas do Estado (TCE/SP).

Moreira disse que já conversou com o prefeito Erinaldo Alves da Silva (PSDB) sobre o assunto e definiu que o município vai optar pelo radar móvel. Ele enfatizou, no entanto, que antes da abertura da licitação e da contratação da empresa, será necessário realizar um estudo para apurar os pontos críticos da cidade e as ruas e avenidas que receberão os radares. "Vamos ver as ruas que precisam mesmo de radar e temos muito pedidos de lombada por causa do excesso de velocidade. Se nós tivermos uma fiscalização efetiva, tanto pela Guarda Municipal como pela Polícia Militar, aliada ao apoio técnico do radar, a fiscalização diminuiu bastante a incidência de velocidade alta. Paralelamente a isso, nós precisamos também ter a educação de trânsito e constantemente fazer a orientação."

Diante da necessidade do estudo e da realização da licitação, os radares de Votorantim deve começar a funcionar somente no ano que vem. Moreira acredita que o número de multas dentro do limites do município irá aumentar em 30% com o funcionamento dos dispositivos. Ele rebateu a informação de que a arrecadação de recursos é o objetivo principal do poder público, com a instalação dos radares e disse que os equipamentos visam coibir o excesso de velocidade nas ruas e avenidas do município. "As pessoas pensam que é a arrecadação da multa e não é isso. O objetivo principal é que as pessoas diminuam a velocidade e que passem pelos locais naquela velocidade pré-determinada. O objetivo da multa é educar as pessoas para que elas passem naquela velocidade, tanto é que onde tem radar eles passam naquela velocidade", explicou.

Multas

Recentemente, em matéria publicada pelo jornal Cruzeiro do Sul, Votorantim teve um acréscimo de 26,82% no número de multas em dois meses. O crescimento ocorreu em virtude da atuação da Guarda Civil Municipal (GCM) no trânsito de Votorantim, já que antes apenas a Polícia Militar (PM) fazia fiscalização no município.

População

Ouvidos na tarde de ontem, na avenida 31 de Março, votorantinenses até concordam com a implantação de radares, mas levando em consideração algumas ressalvas.

O construtor Valdir Carlos, de 42 anos, é favorável a aplicação das multas pelos radares e entende que o motorista só irá diminuir a velocidade se pesar no bolso. Ele argumenta, no entanto, que o valor arrecadado com as multas precisa ser investido nas melhorias do trânsito. "Não adianta multar e o dinheiro não for aplicado corretamente."

O operador de máquinas Elias Patrocínio, de 57 anos, acredita que os radares realmente atuam para coibir os excessos. Ele, entretanto, fez uma ressalva, de que os radares sejam instalados em locais realmente necessários. "Já tomei multa ali na avenida Gisele Constantino e achava que o radar ali não era necessário. Na minha opinião, ali não tinha nenhuma precisão."

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