Jornal Cruzeiro do Sul
O contato do líquido escuro com o rio provoca pequenas e densas bolhas na superfície e não há mau cheiro perto da saída do duto - PEDRO NEGRÃO
Segundo Lilian Crespo, da Cetesb de Sorocaba, não foi identificado o material causador da coloração escura. "O padrão cor, esteticamente, não é bonito, mas o importante é que não alterou a qualidade da água", diz.
A Cetesb aguarda a entrega do laudo final para fazer um levantamento das indústrias da região e tentar descobrir a origem do líquido escuro. A ideia é tentar evitar esse despejo nas águas do rio Sorocaba.
Essa mancha negra é facilmente identificada por quem passa pela região e contrasta com o tom amarronzado do curso natural das águas. O líquido sai de uma tubulação na margem ao lado da rua Judith Rosa Tavares, situada a poucos metros da rodovia Raposo Tavares (SP-270) e nas proximidades do trecho conhecido como trevo da morte. Curiosamente, a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Guimarães fica no lado oposto do ponto de despejo.
O contato do líquido escuro com o rio provoca pequenas e densas bolhas na superfície e não há mau cheiro perto da saída do duto. Essa região da cachoeira do Guimarães costuma ser o caminho de peixes migratórios para a desova. O fato foi comprovado há dois anos por estudantes de Biologia da Universidade Paulista (Unip), que coletaram no local exemplares de tubaranas, canivetes, piaus e de duas espécies de curimbatás. (Giuliano Bonamim)

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