terça-feira, 23 de setembro de 2014

Trabalhadores da Santa Casa fazem manifesto no Legislativo

Jornal Cruzeiro do Sul

Demitidos da Santa Ca a reclamam o pagamento
de multa de 40% sobre o FGTS
ALDO V. SILVA

Os trabalhadores da Santa Casa de Votorantim fizeram um protesto na noite desta segunda-feira na sessão da Câmara contra as demissões sem o pagamento da multa de 40% sobre o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Mesmo sem esse pagamento, os 148 funcionários demitidos começaram ontem a assinar os avisos prévios indenizados. Desde a o início da madrugada de hoje o Instituto Moriah assume a administração da Santa Casa e a expectativa é de que entre com novos funcionários.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde (Sinsaúde) Milton Carlos Sanches, informou aos trabalhadores que a multa de 40% será objeto de processo trabalhista. Na sua avaliação, este valor, abrangendo todos os demitidos, corresponde a cerca de R$ 550 mil.
Os trabalhadores tentaram um acordo com a Prefeitura, para garantir o recebimento, mas não conseguiram. A falta de acordo acirrou os ânimos na Câmara. O vereador Marcão Papeleiro (PT), de oposição, criticou: "Não deixa de ser um calote que o prefeito (Erinaldo Alves da Silva, do PSDB) está dando nos trabalhadores e trabalhadoras da Santa Casa."

A vereadora Fabíola Alves da Silva Pedrico (PSDB), líder do Governo e filha de Erinaldo, classificou as críticas como "pura política": "Não pode culpar o prefeito por um serviço que é de competência da Santa Casa. O prefeito em nenhum momento virou as costas para a Santa Casa."

Passeata

Durante a tarde, a partir das 15 horas, os trabalhadores fizeram uma passeata da Santa Casa até a porta da Prefeitura. Seguindo um carro de som, cerca de 50 pessoas, parte delas com cartazes em mãos, alertavam a população que estavam ficando sem o emprego sem que pudessem receber os seus direitos. Na porta da Prefeitura fizeram uma tentativa de conversar com o prefeito, que não os atendeu.
Milton Carlos Sanches reclamou do fato que, em reunião anterior o prefeito teria assumido a vontade de pagar os 40% referente à multa da rescisão do contrato. Em entrevista, Erinaldo declarou que "a participação da Prefeitura só ocorrerá diante de decisão judicial que a considere solidária". Negou que tivesse se comprometido a saldar esses valores sem determinação judicial e ressaltou que não poderia assinar um Termo de Ajustamento de Conduta no Ministério Público do Trabalho porque não dá para se falar que a Prefeitura deixou de cumprir a sua obrigação, já que pagava a Santa Casa no valor do contrato.

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