Ana Cláudia Martins
Atualizada às 10h
A sessão desta terça-feira (24) da Câmara de Votorantim, na qual estava prevista a votação do reajuste dos servidores municipais, foi suspensa por uma hora após tumulto gerado por conta de protestos do público presente. Durante a confusão, os vidros que fazem a separação do plenário e da galeria se quebraram. A votação da proposta do Executivo, que prevê reajuste de 2,68% nos salários dos servidores municipais, além de 7,44% no valor do vale-alimentação, foi adiada para quarta-feira da semana que vem após decisão do presidente da Casa, o vereador Bruno Martins (PSDB).
Proposta gerou protesto na Câmara na manhã desta terça - EMÍDIO MARQUES
A sessão foi suspensa assim que começou um tumulto no plenário entre alguns vereadores. Em seguida, parte do público que estava na galeria avançou em direção ao plenário e os vidros se quebraram. No momento do tumulto, os vereadores estavam discutindo o pedido de prorrogação da Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Saúde, que investiga a questão das Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) de Votorantim, que foram devolvidas ao Ministério da Saúde por que a Prefeitura afirma que não possui verba para colocar as unidades em funcionamento. Com isso, o município terá que devolver ao governo federal cerca de R$ 4 milhões que foram investidos na construção das UPAs.
A decisão de adiar a votação do reajuste foi anunciada antes desse tumulto, mas neste momento a sessão já contava com protestos. A medida ocorreu por conta da grande pressão popular, de servidores e membros do sindicato da categoria, que lotaram a galeria da Casa. Com cartazes, os servidores gritavam palavras de ordem como greve.
A proposta é polêmica, já que o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Votorantim não aceita o índice e pede aumento de 10% no salário e no mínimo o mesmo reajuste para o benefício. Os servidores municipais estão em estado de greve desde o dia 19 de abril.
O local conta com forte policiamento fora da Câmara, além de guardas municipais dentro da Casa Legislativa. O adiamento da votação do projeto também gerou protesto entre o público presente, porém o presidente da Câmara disse que, com a medida, a proposta poderá ser melhor discutida entre o prefeito e o sindicato da categoria.

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