Corpo de Juliana Jovino foi achado na água em Votorantim (SP), em dezembro do ano passado. Filha dela foi encontrada sozinha na rua e ficou sob os cuidados da avó.
Vítima foi encontrada em represa em Votorantim (Foto: Reprodução/TV TEM)
A Polícia Civil concluiu o inquérito do suspeito de matar Juliana Jovino, de 24 anos, e ter jogado o corpo dela na represa de Itupararanga, no Natal do ano passado, em Votorantim (SP). Celso Rodrigues Nunes, 33 anos, deve ir júri popular, segundo o delegado responsável pelo caso informou nesta sexta-feira (20).
Na época do crime, o rapaz abandonou a filha da vítima, de 2 anos, na rua. A menina foi encontrada no dia seguinte, abraçada em uma árvore no Jardim Eldorado, em Sorocaba. A criança ficou sob os cuidados da avó materna.
O laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou que Juliana morreu por afogamento. O laudo toxicológico apontou que havia cocaína no sangue.
Celso também teve a prisão temporária convertida em preventiva e permanece preso na cadeia de Pilar do Sul. O rapaz foi chamado para ir até a delegacia e de lá foi encaminhado à cadeia no dia 20 de março.
Investigação
De acordo com o delegado Gilberto Montenegro, o suspeito foi indiciado por tráfico privilegiado, abandono de incapaz e por homicídio com quatro qualificadoras e uma majorante, que é praticar o crime na presença da filha da vítima.
Conforme o promotor da Vara Criminal de Votorantim, Wellington dos Santos Veloso, com inquérito finalizado, a denúncia deve ser apresentada nos próximos dias. “É aberto o processo criminal e o desfecho deve ser julgamento por júri popular, ainda sem qualquer tipo de precisão”, esclarece.
O crime
Em depoimento, o suspeito contou que conheceu Juliana no dia 23 de dezembro e foram sozinhos até um bar no bairro Nova Esperança, em Sorocaba. Os dois passaram a noite no local e teriam pegado a filha dela na casa da família. Em seguida, teriam ido a um churrasco antes de seguirem para a casa dele, em Votorantim. Até então, segundo a polícia, o suspeito disse que havia consumido bebida alcoólica e Juliana usado drogas.
"Celso relatou que os dois estavam juntos em um dos cômodos e a menina teria ficado brincando no quintal. Em determinado momento, Juliana começou a ficar roxa, após usar mais drogas. Ele disse que tentou acordá-la durante uma hora", contou o delegado ao G1.
O suspeito ainda disse no depoimento que, desesperado e embriagado, optou por colocar o corpo desacordado no banco de trás do carro e a criança no banco da frente antes de voltar para Sorocaba. Horas depois deixar a criança em Sorocaba, ele disse ter ido até a represa de Votorantim, onde jogou o corpo de Juliana na água.
*Com informações de Eduardo Rodrigues/TV TEM


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